O ATOR RODOLFO VALENTINO

NO ALÉM-TÚMULO

POR BRUNO TAVARES

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Meus queridos amigos e irmãos,  muita paz! Hoje na nessa conversa doutrinária, aproveitando o fim de semana para, também, trabalhar na divulgação da nossa doutrina, e não poderia ser de outra forma, trazemos uma análise percuciente do grande psiquista italiano Ernesto Bozzano sobre a comunicação mediúnica obtida por ele do grande ator, verdadeira legenda do cinema mudo, Rodolfo Valentino, cuja íntegra você encontrará na obra “A Crise da Morte”, Ed. FEB, de autoria de Bozzano.


A narrativa resume os acontecimentos do trespasse de Valentino. Seu espírito lhe acrescentou lembranças do momento, durante o qual se viu atraído e preso pelo meio terrestre, devido à grande emoção que sua morte causou entre os inúmeros admiradores de sua arte. Escreveu ele:”…


…”Era o dia que tranportavam meu corpo para a sua última morada. Comecei a perceber um afrouxamento do interesse público pela minha pessoa, interesse tão vivo, que contribuiu para reter meu espírito ao meio terreno. Quando, porém, meu corpo foi depositado no túmulo e os jornais começarem a esquecer-me, experimentei uma sensação de solidão desoladora… Revoltei-me contra o destino, que me arrancara a vida no apogeu da glória. Receio ter então feito uma apreciação excessivamente elevada a meu respeito, pois me parecia que a arte muda, sem mim, não mais poderia caminhar. Agora rio-me de mim mesmo. Mas naquele momento, julgava seriamente que minha morte era uma perda irreparável para a arte.”…


…”Encontrava-me de novo no meio terrestre e estava só. Passava ao longo da “Broadway”. Essa rua me parecia tão real, como se estivesse a percorrê-la vivo. Entretanto ninguém prestava atenção. Sentia certa dificuldade em me convencer de que ninguém dava por mim. Que ressentimento contra todo mundo se apoderou do meu espírito, naquele canto de rua! Chorei de dor e de raiva. Porém, era vã toda a revolta. Eu estava definitivamente expulso e esquecido do mundo dos vivos.”


Meus caros e amados amigos, que depoimento fantástico do nosso querido e imortal Sheik de Agadir, levando-nos todos nós a ver como é difícil dar espetáculo de grandeza moral e tranquilidade espiritual no trapézio da fama, principalmente quando uma pessoa famosa tem de passar pela aduana da morte. Este foi mais um eloquente ensinamento direto do mundo espiritual para todos nós!


Bruno Tavares


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