A CRISE DO AQUECIMENTO GLOBAL NA VISÃO DE AL GORE (ASSISTAM AGORA AQUI NO VIDEO ABAIXO)

Resenha relativa ao documentário “Uma verdade inconveniente – um aviso global”, produzido pela Paramount Pictures

  O filme aborda uma mensagem de alerta e conscientização sobre o perigo real e imediato do superaquecimento global, bem como suas conseqüências para a humanidade e todo o ecossistema. De maneira didática, o documentário expõe, por meio de imagens e gráficos, a visão de um pesquisador que foi, também, candidato à presidência dos Estados Unidos da América, Al Gore.

   De acordo com os conceitos científicos expostos, a ação do homem está enchendo a fina camada da Terra – atmosfera – com poluição. A narrativa parte da observação de fotografias antigas do globo terrestre, de 1968 e 1972, retratadas por espaçonaves em missões espaciais da Apollo 8, Apollo 17 e Galileo, e também fotos antigas e recentes enfocando rios, geleiras, furacões, cidades inundadas e locais de estiagem, entre outras.

   Analisando gráficos que mostram a elevação dos índices de emissão de dióxido de carbono, desde 1958, além das bruscas mudanças meteorológicas e climáticas, Al Gore lançou um apelo surpreendente com objetivo de tornar consciente a urgência da transformação nos padrões de hábito mundiais. Para ele, “a ação dos políticos é um imperativo moral para admitir a situação do planeta e promover realizações que gerem mudanças”, afirmou o porta-voz da causa ambiental.

   Individuais e coletivas, por parte dos cidadãos e, especialmente dos políticos, tais medidas só não são adotadas como convêm porque existe, ainda, o entrave da crença errônea de que a situação não é “bem assim”, logo, não seria de dimensões tão grandes que pudessem afetar realmente todo o planeta, segundo o argumento. De acordo com Al Gore, que passou a dedicar-se à extensa e minuciosa pesquisa para provar e divulgar o contrário a fim de convencer o maior número possível de pessoas, os índices de elevação do dióxido de carbono vêm, sim, aumentando vertiginosamente a cada ano e, atualmente, é possível ver o real impacto dessa condição catastrófica afetando o mundo inteiro.

   É inegável o fato de que estão desaparecendo ou já estão condenadas à extinção de inúmeras espécies de peixes, animais terrestres e aves, além da vegetação e do sofrimento dos próprios seres humanos com uma infinidade de doenças virais, escassez de água ou enchentes, escassez de alimentos, poluição atmosférica, enfim, toda uma geração presente – e futura – alvo dos reflexos nocivos que foram semeados pela própria ação do homem (in) consciente sobre a Terra. “Atualmente, o nível de dióxido de carbono está muito acima do que esteve em qualquer outra época!”, advertiu o pesquisador.

   Também enfatizou que as fortíssimas ondas de calor, chegando a atingir em muitos locais a marca de 50°, serão cada vez mais freqüentes, sem contar o aumento de temperatura que ocorre, paralelamente, no oceano. Outro ponto importante abordado refere-se à premissa de que a civilização está entrando em colisão com a Terra, por meio de três fatores causais básicos: a população, que devido à proliferação tende a aumentar a pressão por alimentos, demanda de água e recursos naturais vulneráveis (como a madeira, por exemplo); a revolução científica e tecnológica, que traz imbutida a responsabilidade de (re) pensar as consequências de sua utilização que podem ser – e já o são em muitos casos – bastante dramáticas, basta observar o consumo irrefreável de automóveis; e, por último, a mais importante: nossa maneira de pensar a relação economia X meio ambiente.

   Diante deste cenário, “como pensar nosso tempo neste planeta Terra?”, é a indagação proposta para as platéias repletas de pessoas que assistem a numerosas conferências do homem que tenta, ao redor do mundo, promover reflexão e mudança nas mentes humanas.

   Para finalizar, ou mesmo para realizar um início efetivo de mudança e, principalmente, de ação e não teorização, o novo princípio moral que urge ser estabelecido ordena que olhemos para o próprio “micro-mundo”, para avaliar a ação individual no espaço em que habitamos, começando pelo próprio lar, o condomínio, a rua, o bairro, a cidade… Já estamos imersos nas conseqüências, é verdade, geradas por aqueles que vieram antes de nós… Contudo, já geramos filhos que herdarão toda esta configuração planetária atuando em uma rede que é, acima de tudo, interdependente.

    Assim, a pergunta central é: o que estamos deixando para nossos filhos e para os filhos de nossos filhos? E o que podemos fazer, agora, para mudar isso?