O PERDÃO E O AUTOPERDÃO

POR MAURO FALASTER

CONCEITO:
Perdoar: do lat. Med. Perdonare significa “desculpar”, “absolver”,
“evitar”. É o estado de ânimo em que se encontra alguém, agravado
por outrem, seu agressor, e sente-se desagravado. O pecado, na
Religião é um agravo a Deus, e o perdão consiste em não
considerar-se Deus agravado; ou seja, desagravo. (Santos, 1965)
O conceito de perdão, segundo o Espiritismo, é idêntico ao do
Evangelho, que lhe é fundamento: concessão, indefinida, de
oportunidades para que o ofensor se arrependa, o pecador se
recomponha, o criminoso se libere do mal e se erga, redimido, para a
ascensão luminosa. (Equipe FEB, 1995)
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Reconciliação – do lat. reconciliato, de reconciliare, constituído por
re = prefixo iterativo + conciliare = conciliar, trazer a um acordo
significa restabelecimento de relações ou de acordo entre duas
pessoas que se haviam desentendido. (Pequena Enciclopédia de
Moral e Civismo)
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Podemos enganar o mundo, ludibriar o nosso semelhante, escondernos
por traz das aparências, mais jamais conseguiremos enganar,
ludibriar ou nos esconder da nossa consciência….
É no subconsciente que estão inseridos todos os acontecimentos
passados e os do futuro que ainda vamos viver. É através dele que
somos levados a estar exatamente no lugar certo, na hora certa e
com as pessoas certas, a fim de atender às nossas necessidades
evolutivas.
É ainda nele que estão gravados os nossos merecimentos e os
nossos impedimentos, levando-nos a agirmos quase que Material para estudo, leitura e consulta. automaticamente em direção das provações e experiências
necessárias ao nosso crescimento.
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É o nosso cordão umbilical ligando-nos ao Criador ! É também
através dele que acessamos a suprema inteligência que atua no
universo cósmico de onde podemos subtrair valiosos conhecimentos
de forma intuitiva.
O consciente se restringe apenas ao presente. O subconsciente,
além de abranger o presente, abrange o passado e o futuro ! Na
verdade, é o nosso super consciente !
Nada escapa a esse fiscal implacável das nossas vidas. A tudo
registra, transformando em clichês etéreos que compõem nosso
campo magnético ou campo de equilíbrio.
É nesse escaninho maravilhoso da nossa mente que Deus está
presente com o Seu amor, com a Sua justiça e com a Sua
misericórdia.
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Através dele, tudo sabe a nosso respeito.
Só a renovação constante dos nossos sentimentos é que pode
alterar as gravações registradas no nosso subconsciente e,
consequentemente, alterar nosso presente imediato e nosso
futuro distante. Acreditar no perdão de Deus, sem a reparação dos
nossos erros, é uma maneira infantil de avaliarmos a Sua grandeza.
O perdão de Deus está presente a cada encarnação que Ele nos
concede, para reavaliarmos nossas atitudes e gozarmos da valiosa
oportunidade de recomeçarmos onde paramos, ou reconstruirmos o
que, impensadamente, destruímos no passado.
CARACTERIZAÇÃO DA OFENSA Material para estudo, leitura e consulta. 
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Ofensa significa injúria, agravo, ultraje, afronta, lesão, dano. Causar
mal físico a; ferir suscetibilidades. Ela depende do grau evolutivo
tanto do ofendido quanto do ofensor, pois o ser espiritualizado não
se envolve com picuinhas. Há que se considerar ainda a semântica
das palavras, pois muitos agravos vêm da má compreensão ou da má
interpretação daquilo que se disse.
Considerar-se injuriado depende também de nosso estado emotivo,
de nossa situação financeira, do nosso estresse. Uma pessoa
desempregada pode se sentir ofendido simplesmente porque a outra
lhe manda trabalhar.
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A MORTE NÃO NOS LIVRA DOS INIMIGOS
De acordo com os pressupostos espíritas, a morte não nos livra dos
nossos inimigos, pois eles continuam vivos além-túmulos. Acontece
que a ausência da vestimenta física é um elemento de maior
facilidade para o ataque mental, isto é, através das interferências em
nossos mais secretos pensamentos.
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PERDOAR É ESQUECER ?
Não. Perdoar é independente de esquecer. Uma coisa nada tem a
ver com a outra, são coisas distintas – até porque não somos
alienados. Temos no cérebro uma memória que registra todos os
fatos, por isto quem perdoa não tem que, necessariamente, esquecer
do agravo sofrido. O que é preciso, na verdade, é esquecer no
sentido de diluir a mágoa, a raiva ou o ressentimento que o fato
gerou, caso contrário o perdão é superficial ou até mesmo ilusório.
Este tipo de esquecimento é extremamente benéfico para quem
sofreu algum tipo de agressão, porque a energia gerada, a cada
instante em que se revive o fato infeliz, aumenta a ferida que se
formou e numa verdadeira roda viva acumula novo e desnecessário
sofrimento. Material para estudo, leitura e consulta. 
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Tanto isto é uma verdade que a própria ciência da psicologia diz a
todo instante, atestando que o esquecimento da mágoa por si só vale
como uma excelente psicoterapia, pois que… O apego à ofensa
propicia ao ofendido a oportunidade de carregar sozinho a chaga em
que ela se constitui.
A diferença está naquele que realmente perdoa e consegue libertarse
daquela parte pesada da lembrança a ponto de não mais sofrer ao
relembrá-la.
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POR QUÊ ENTÃO, É TÃO DIFÍCIL PERDOAR ?
É difícil sim, porque somos seres ainda muito imperfeitos, com
muito orgulho e egoísmo, que nos dificultam o relacionamento entre
as pessoas.
Temos grande dificuldade em colocarmo-nos no lugar do outro,
procurando perceber os sentimentos e emoções que o levam à
ofensa. Muitas pessoas nem se conscientizaram da importância e da
necessidade dessa ação para o conhecimento de si mesmas e dos
outros.
Temos dificuldades imensas em comunicarmo-nos, uns com os
outros, de forma clara, expressando objetivamente nossos
pensamentos e idéias. Quantas vezes ofendemos e somos ofendidos
pela má expressão das nossas frases, por não nos fazermos
entendidos.
Como trazemos ainda, o mal dentro de nós, percebemos nos outros,
com muito mais facilidade, os defeitos, o que nos impede de
compreendê-los. Habituamo-nos a julgá-los, preconceituosamente,
com exigências que não temos para conosco. Material para estudo, leitura e consulta. 
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Vivemos durante inúmeras reencarnações considerando o perdão, a
indulgência, a bondade como expressões de fraqueza, de covardia.
Entendíamos um dever vingarmo-nos sempre que nos julgássemos
ofendidos.
Melindramo-nos, tão facilmente, por tão pequenas coisas, com as
pessoas com as quais convivemos e até com as que amamos!… Por
quê ?
Por estarmos, no presente, tentando desenvolver em nós as virtudes
exemplificadas por Jesus, esforçando-nos para vivenciar o bem,
mas, ainda, muito distantes dessa conquista, irritamo-nos,
facilmente, com aqueles que, voluntária ou involuntariamente, nos
apontam nossos erros e enganos.
Gostaríamos que todos nos julgassem pelas nossas boas intenções e
não pelas nossas atitudes e ações equivocadas. Porém, nós também,
em relação aos outros, não nos esforçamos em compreender as suas
dificuldades, os seus sentimentos e, queremos deles atitudes e ações
que consideramos ideais, mas que ainda estão distantes de ser
desenvolvidas por nós, em nós.
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POR QUÊ DEVEMOS PERDOAR ?
A primeira razão para perdoar encontra-se na constatação de que
todos nós ainda somos imperfeitos.
Outras razões são a de que devemos perdoar para facilitar a
convivência, o relacionamento entre nós e os outros. Todos
desejamos ser felizes, viver e trabalhar em ambientes agradáveis,
harmoniosos que proporcionem prazer, satisfação, paz e o perdão
recíproco, fraterno, de quem compreende que todos cometemos
erros e, portanto, precisamos de indulgência, este perdão é o
elemento capaz de transformar qualquer ambiente conturbado em
ambiente prazeroso. Material para estudo, leitura e consulta. 
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Vivemos em um mundo de ondas e vibrações que se cruzam, se
atraem, se repelem conforme suas semelhanças e diferenças. Todo
sentimento negativo, da tristeza ao ódio, pelas vibrações tensas e
opressas que emitem, atraem outras semelhantes, de encarnados e
desencarnados.
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Em nosso próprio benefício, pois, precisamos cultivar sentimentos
nobres para, ao irradiá-los, atrairmos as irradiações boas. A mágoa,
o rancor, a raiva, o desejo de vingança, que nos impedem de
perdoar, nos priva também de atrair energias boas e agradáveis.
Quando alguém nos magoa, nos agride, nos fere, o perdão é a nossa
proteção contra o assédio das energias negativas.
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Devemos perdoar sempre porque o perdão, mesmo quando
unilateral, desfaz o sentimento de animosidade. E no decorrer do
tempo, na convivência nesta existência ou em futuras, através dos
laços que se entrelaçam, o perdão terá sido a chave que abriu a porta
do coração à amizade, ao relacionamento afetuoso, transformando
adversários em amigos.
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QUEM NECESSITA DE PERDÃO ?
Todos nós, espíritos eternos, imperfeitos ainda como demonstram a
complexidade de sentimentos e emoções contraditórios que se
agitam dentro nós, levando-nos a erros e enganos.
Precisamos conseguir a consciência da necessidade do amparo
mútuo e o perdão no dia-a-dia oferece ao que perdoa e ao perdoado
a oportunidade de refletir sobre quem é, porque está aqui e para
onde vai. O perdão no dia-a-dia leva-nos à humildade de
reconhecermo-nos todos iguais, na origem e na destinação, nas
possibilidades do desenvolvimento do nosso potencial, com as
mesmas dificuldades de aprendizado. Material para estudo, leitura e consulta. 
Por quê então, sermos duros, exigentes, rigorosos com os outros e
indulgentes conosco ?
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COMO APRENDER A PERDOAR ?
Perdoar é desculpar, não valorizando a ofensa, minimizando-a; é
esquecer o mal recebido; é não sentir no ofensor um inimigo, mas
uma pessoa com dificuldades pessoais.
Se alguém nos ofende, não o faz por maldade, mas por ignorância,
significa, que quem nos ofendeu ignora, ainda não aprendeu a lição
do respeito.
Sendo assim, haveremos de aceitar as pessoas como elas são; cheias
de virtudes e defeitos. Não há perfeição, ainda somos imperfeitos.
Vamos sair da ilusão de que os outros devem ser perfeitos,
principalmente quando agem conosco.
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Muitos dizem: “Ah, eu me desiludi com aquela pessoa”. É claro!
Sabem porquê ? Porque se iludiram com ela, pensando que esta
seria perfeita o tempo todo. Provavelmente, notaram muitas
virtudes e aí passaram a imaginar que aquela pessoa era um “anjo
caído do céu”, mas quando esta mostrou os seus defeitos, veio a
desilusão, o engano, a decepção. Aí muitos dizem que não
conseguem perdoar porque estão muito magoadas. Porém, o
problema não está no outro, pois era previsível que por mais
especial que esta pessoa fosse, um dia acabaria agindo de forma
diferente daquela que esperávamos. O erro está em nós, que não
aceitamos as pessoas como elas são.
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Mas acima de tudo, em um grau elevado de evolução, perdoar é não
se sentir ofendido, magoado, ferido pelo outro. Esse ideal a ser
perseguido é não necessitar de perdoar porque vê no ofensor um
irmão necessitado de ajuda, de compreensão, de amor. Material para estudo, leitura e consulta. 
É uma luta interna, invisível aos olhos alheios, por vezes muito
difíceis e tanto mais difícil se torna para a pessoa dominada pelo
orgulho e egoísmo.
Perdoar não é uma atitude, é o reconhecimento da própria Luz que
está em nosso coração, é o desejo que o próximo reencontre sua
verdadeira natureza.
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AS RAZÕES LÓGICAS PARA O EXERCÍCIO DO PERDÃO
Em virtude de uma ofensa, lembremo-nos:
1) a reação é um direito que não pertence ao homem, mas só a Lei
de Deus;
2) se desejamos justiça, estejamos certos: a reação da Lei é muito
mais poderosa que as nossas.
3) Com nossa reação humana não afastamos e nem apagamos o mal,
a não ser na aparência e provisoriamente, porque não eliminada a
sua causa ele voltará para nós.
O correto seria agir da seguinte forma:
1) renunciar à vingança;
2) perdoar a ofensa;
3) esquecer de exigir justiça.
Se esquecermos de exigir justiça para o nosso caso particular, ele
acabará pertencendo à Lei e ficaremos livres de qualquer dívida.
(Ubaldi, 1982, p. 196-204)
AUTO-PERDÃO Material para estudo, leitura e consulta. 
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Uma das fontes de auto-agressão vem da busca apressada de
perfeição absoluta, como se todos devêssemos ser deuses ou
deusas de um momento para outro. Aliás, a exigência de perfeição
é considerada a pior inimiga da criatura, pois leva a alma a uma
constante hostilidade contra si mesma, exigindo-lhe capacidades e
habilidades que ela ainda não possui.
Se lutamos conosco nos condenando, exigindo de nós mesmos
atitudes que estão acima das nossas forças, podemos estar
apenas nos punindo, o que não será produtivo. No entanto, se nessa
luta interior reconhecemos as nossas limitações e nos dispomos a
caminhar, com confiança, progredindo, corrigindo as próprias
atitudes na medida das nossas forças e apoiados na fé, então, sim,
estamos nos concedendo o auto-perdão.
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O sentimento de culpa é altamente prejudicial, pois,
inconscientemente, passamos a nos punir durante toda a nossa
vida, gerando distúrbios de comportamento, tais como:
isolamento, depressão, tristeza crônica, falta de cuidado com a
saúde, com a aparência, desinteresse pela vida.
Muitas das doenças congênitas como paralisias, mudez e outras
deficiências, quase sempre têm aí as suas origens, inclusive alguns
casos de câncer que se manifestam ao longo da existência física. É
ainda, nesse processo, que surgem o estigma e a zoantropia.
Não ter sentimento de culpa não significa que não devemos ter
consciência das nossas dificuldades e limitações porque esta
condição é indispensável para o processo de
reparação/renovação. O que não podemos é esterilizar a nossa
capacidade de reação, como se a vida não tivesse de continuar de
qualquer modo. Material para estudo, leitura e consulta. 
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A auto punição fragiliza o espírito e abre caminho para a ação do
obsessor, o auto perdão a auto compreensão, permite que o espírito
reuna as suas forças e abra o caminho para o auxílio externo.
Deus nos perdoa sempre ! Nós é que ainda não aprendemos a
nos perdoar.
Quando reencarnamos, trazemos as marcas das encarnações
anteriores fortemente gravadas no nosso subconsciente. Muitas delas
se configuram como um profundo sentimento de culpa em
acentuado remorso pelos erros cometidos.
Deus não julga e nem condena ninguém; somos o nosso próprio
juiz e carrasco. À medida que, a cada encarnação, aprimoramos o
nosso senso de justiça, mais exigentes nos tornamos quanto ao
cumprimento da lei em nós mesmos.
Da mesma forma que aprimoramos o nosso senso de justiça,
ampliamos o nosso amor, deixamos de nos punir com o
sofrimento e passamos a usar a caridade e o amor ao próximo
para cobrir a multidão dos nossos pecados.
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Embora o nosso consciente não registre o processo auto-punitivo
existente em nosso subconsciente, podemos exercer um trabalho
consciente a fim de nos libertarmos desse processo altamente
negativo. Deus não quer seus filhos entregues a um remorso
excessivo tornando-os improdutivos, mas sim, ativos, buscando nas
realizações louváveis o equilíbrio da própria consciência.
A auto-punição se acentua no período noturno, quando deixamos
nosso corpo entregue ao devido descanso e assumimos
temporariamente nossa super consciência.
Entretanto, se durante o período de vigília, exercitamos o autoperdão,
essa atitude se refletirá nos momentos em que retomamos a
super consciência, amenizando o rigor da auto-condenação. Material para estudo, leitura e consulta. 
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Perdoar-nos resulta no amor a nós mesmos – o pré-requisito para
alcançarmos a plenitude do “bem viver”.
Perdoar-nos é não importar-nos como o que fomos, pois a
renovação está no instante presente; o que importa é como somos
hoje e qual é nossa determinação de buscar nosso progresso
espiritual.
Perdoar-nos é conviver com a mais nítida realidade, não se
distraindo com ilusões de que os outros e nós mesmos “deveríamos
ser” algo que imaginamos e fantasiamos.
Perdoar-nos é compreender que os que nos cercam são reflexos
de nós mesmos, criações nossas que materializamos com nossos
pensamentos e convicções íntimas.
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Portanto, o auto-perdão é, o reconhecimento do erro cometido,
mas, também, a disposição de levantar-se, corrigir o erro e
seguir adiante, segundo a vontade de Deus.
Porém, embora exercitemos o auto-perdão, nenhum resultado
alcançaremos se ainda alimentamos alguma mágoa por alguém, mas
quando, mesmo sem exercitarmos o auto-perdão, conseguiremos
perdoar aqueles que nos magoaram e fizermos do perdão uma
constante em nossas atitudes, automaticamente, estaremos
caminhando em direção ao perdão de nós mesmos.
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CONCLUSÃO
Concluímos que, quem não perdoa, carrega consigo, no mundo
extra-corpóreo, a sombra e o remorso. Material para estudo, leitura e consulta. 
Apesar que o perdão nos é uma coisa difícil, a nossa resistência ao
perdão verdadeiro é um problema para nós mesmos e não para
aqueles com quem estamos ressentidos.
Mas, nem por isso deixemos de exercitá-lo.
Pois, seus benefícios são enormes, como: reduzir significativamente
a ansiedade, a depressão, a hostilidade e aumenta a auto estima,
a confiança e a esperança naquelas pessoas traumatizadas pelo
ódio.
Além do que, aquele que perdoa, transpõe os pórticos da
Espiritualidade, na morte do corpo físico, com a paz na
consciência, a luz no Espírito, o consolo no coração.
Portanto, perdoar é amar a vida, amar a si mesmo, amar o Portanto, perdoar é amar a vida, amar a si mesmo, amar o próximo, pois nossa origem é simplesmente o amor.

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Bibliografia:
Amor, Imbatível Amor – Divaldo P. Franco
Lições para a Felicidade – Divaldo P. Franco
Vida: Desafios e Soluções – Divaldo P. Franco
O Homem Integral – divaldo p. Franco
O Consolador – Francisco Cândido Xavier 

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