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Um texto lúcido, verdadeiro, e necessaríssimo, para despertar tanta gente no movimento espírita que, às vezes, não apenas lê, mas divulga obras de uma mediocridade e de uma coloração anti-doutrinárria absurda. Conheço o meu amigo Agnaldo Cardoso, que é espírita trabalhador do NEAM – Núcleo Espírita Aristides Monteiro, em Olinda-PE. O Agnaldo é escritor, tendo inclusive me autografado com dedicatória, recentemente, uma de suas obras, sempre de uma qualidade doutrinária impecável. Mas vejam só o que aconteceu com ele e o que vem acontecendo com muita gente lúcida que não quer e se recusa, graças a Deus, a mercadejar e a mistificar em nome da falta de senso de aproveitadores do “mercadão mediúnico das mistificações” que viceja ao lado do mercado sério de obras de autores e espíritos responsáveis… Por favor, leiam agora o texto do querido Agnaldo.

Bruno Tavares

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CUIDADO COM O QUE VOCÊ ESTÁ LENDO

POR AGNALDO CARDOSO

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Com 12 (doze) livros espíritas publicados, enviei um novo original para análise de uma determinada Editora. A resposta da Editora foi:

Editora: – Agnaldo, seu livro está excelente, mas não é psicografado e livro psicografado vende mais, por que as pessoas acreditam que espírito não mente. Partindo da ideia que nunca estamos sós, por que você não coloca que foi auxiliado por algum espírito? Não seria bem uma mentira…

Agnaldo: – Espere aí. Inventar a presença de um espírito?


Editora: – Não é bem isso… Mas se nunca estamos sós e não conhece quem está perto de você, por que não dizer que foi ajudado pelo espírito… José?


Agnaldo: – José? Não estar só e às vezes receber intuições dos amigos espirituais, é uma coisa, mas inventar um espírito de nome José, apenas para vender mais livros?


Editora: – Bem… O mercado…


Agnaldo: – Sr. Editor, ao invés de inventar espíritos nos ditando livros, o mais correto é conscientizar o público leitor, que os espíritos mentem tão e às vezes mais do que os encarnados e a prova disso é quem tem um monte obras publicadas por aí, que não deveriam ter sido publicadas, se tivessem passado por uma análise mais apurada, sob a ótica da Doutrina dos Espíritos.


Editora: – Sim, mas…


Agnaldo: – Obrigado pela atenção, mas agora quem não vai publicar jamais na sua editora, sou eu.

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NOSSA CONVERSA DOUTRINÁRIA DE HOJE

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