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“Bem aventurados os pacificadores porque serão chamados Filhos de Deus”. Jesus. Mateus, 5:9.

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Muitas são as inquietações e conflitos que vivenciamos hoje neste dias da transição planetária. Em todas as partes do orbe, temos notícias de eventos nos quais a crueldade grassa e somos acometidos de uma sensação de desânimo, em meio às aparências de que a intolerância, a corrupção, as ideias fundamentalistas e a impiedade prevalecerão. Não deveremos, entretanto, permitir que esta nuvem escura se adense, muito menos corroborar com ela, avolumando a lista dos queixosos e dos beligerantes. Há muitas guerras que hoje se travam com palavras, imagens e petardos psíquicos as quais nos enovelamos, muitas vezes, por invigilância, criando sintonias maléficas desnecessárias que nos minam as forças e nos ocupam espaços mentais como pesadas pedras sobre nossas costas a nos limitar os passos.

Passando todos nós por provas mais acirradas nesta hora grave da humanidade terrena, também  nos nossos lares,  onde o reencontro abençoado com aqueles que não amamos o suficiente outrora, apresenta um chão de espinhos a nos concitar a realizar um testemunho pacificador mais evidente.

É por tais razões que na noite dessas inquietações,  haveremos de buscar a luz em nosso deserto interno, dar espaço à meditação e à prece alguns minutos por dia, a fim de que não esqueçamos dos valores  de paz que, como Espíritas e, por conseguinte,  Cristãos dizemos  abraçar. É exatamente nesse contexto onde o caos parece predominar que surge para nós a figura impoluta de Jesus e sua ética pacificadora, nos convidando ao amor e à reflexão sobre nossa própria conduta íntima nestes dias de acentuado afrouxamento de valores. Lembremos do Seu verbo iluminado, sua serenidade e postura marcadamente fraterna, a todos amparando e acolhendo, sem exceções. Lembremos da fraternidade e do ensinamento máximo daquele que é o Amor Incomum: ” Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.” 

O  querido Espírito Manuel Vianna de Carvalho, em muito recente mensagem, trazida até nós pela mediunidade de Divaldo Pereira Franco assinala a importância de buscarmos nos conhecer, encontrarmos nossa essência de espíritos imortais e a Centelha Divina existente em nós, a fim de movimentarmos a iluminação interior:

“O ser humano ainda permanece um enigma para ele próprio, mas somente através da introspecção orientada com segurança conseguirá decifrar-se por conhecer-se na intimidade, nas raízes existenciais do imenso caminho reencarnacionista, propondo-se à autoiluminação e ao serviço de solidariedade em relação ao seu próximo. Um ser iluminado é um campeão de conquistas valiosas, que se transforma em farol humano apontando as penedias no oceano existencial. Para lográ-lo, torna-se impostergável o dever de trabalhar-se intimamente, a fim de descobrir-se, identificando de onde vem, para onde vai e qual o sentido objetivo que lhe deve direcionar o comportamento, a fim de prosseguir no rumo da imortalidade vitoriosa.” 1
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Então, refletimos que o primeiro espaço a ser pacificado não é o lar, a rua,   o bairro, a cidade ou o país, mas a casa interna nossa, o mundo íntimo permeado de conflitos e de autoilusões. Um olhar mais amoroso para nós mesmos, verdadeiro e humilde  nos levará a admitir o tanto de desarmonia que promovemos com frequência em nossas relações interpessoais e sociais, o quanto de corrupção ainda existe em nossa conduta e também o quanto perturbamos a ordem psíquica dos locais que frequentamos   com nossas emanações mentais permeadas de emoções desagregadoras. Não poderemos mais fugir desse encontro conosco. 

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A face mais nossa e inconsciente, mais obscura, mais dolorosa de se dar conta, esta face negada, nossa sombra, precisa ser percebida por nós de forma mais consciente. Não serei um ser mais amoroso, mais fraterno, mais humano encobrindo ou combatendo o que sou, não é um campo de batalha mas uma trajetória de  autopacificação, aceitando e iluminando esta face dolorosa. A sombra nos integra e nós não conseguiremos  evoluir aos cimos de luz sem movimentar a coragem de percebermos  o que em nós precisa ser aceito, amado e transmudado. É ao que Jesus   se referia com a ideia de amar ao próximo como a si mesmo. Este é o ponto de partida.

Não vale mais ficarmos apontando nos outros aquilo que não temos coragem de enxergar em nós. Este espelho não funciona como em outros tempos, exatamente devido às dores e às  inquietações que este momento de transição planetária a todos inscreve. Dessa forma, entendemos que o grande cataclisma, a grande ruína e o mundo que se quebra não é exatamente o físico, mas dentro do Ser. Esgotam-se os paradigmas externos, há crises por toda parte, há falta de água e perturbadoras oscilações climáticas, há cidades abarrotadas de carros, há crise energética, há desvios vultosos dos cofres públicos, tudo a apontar para a conduta do Ser egocentrada, desapartada do seu si profundo e real responsável  pelo sofrimento individual e coletivo.

Só quando dermos conta de nossa própria Humanidade, humildes e decididos, é que perceberemos toda a extensão da Humanidade dos outros e nossa total interligação com o próximo que afinal de contas é nosso irmão. Perceberemos a exata acepção da palavra Fraternidade, exemplificada por Jesus e não mais ficaremos a esperar por algo que advenha de fora, a fim de pacificar o mundo. O momento, todavia, é de transição para a regeneração, ou seja, de profunda reflexão sobre a dor. Esta dor que a todos alcança  em matizes diversos, nos levando ao despertamento.  

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Referência:
  Manuel Vianna de Carvalho, Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na tarde de 12 de maio de 2014, na cidade de Bruxelas, Bélgica. Em 29.1.2015.
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belezai
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Por fim deixo aqui transcrita recente mensagem do Benfeitor Adolfo Bezerra de Menezes:

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Momento decisivo
Filhas e filhos da alma!
Abençoe-nos o Senhor com a Sua paz.
Estes são dias de turbulência.
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A sociedade terrestre, com a inteligência iluminada, traz o coração despedaçado pela angústia do ser existencial. Momento grave na historiografia do processo evolutivo, quando se operam as grandes mudanças para que se alcance a plenitude na Terra, anunciada pelos Espíritos nobres e prometida por Jesus.
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Nosso amado planeta, ainda envolto em sombras, permanece na sua categoria de inferioridade, porque nós, aqueles que a ele nos vinculamos, ainda somos inferiores, e à medida que se opera nossa transformação moral para melhor, sob a égide de Jesus, nosso Modelo e Guia, as sombras densas vão sendo desbastadas para que as alvíssaras de luz e de paz atinjam o clímax em período não muito distante.
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Quando Jesus veio ter conosco, a Humanidade experimentava a grande crise de sujeição ao Império Romano, às suas paixões totalitárias e aos interesses mesquinhos de governantes arbitrários. O Espiritismo, a seu turno, instalando-se no planeta, enfrenta clima equivalente em que o totalitarismo do poder arbitrário de políticas perversas esmaga as aspirações de enobrecimento das criaturas humanas e, por consequência, o ser, que se agita na busca da plenitude, aturde-se e, confundindo-se, não sabe como vivenciar as claridades libertadoras do Evangelho.
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Com a conquista do conhecimento científico e o vazio existencial, surgem as distrações de vário porte para poder diminuir a ansiedade e o desespero. Naturalmente, essa manifestação de fuga da realidade interfere no comportamento geral dos seareiros da Verdade que, nada obstante, considerando serem servidores da última hora, permitem-se os desvios que lhes diminuem a carga aflitiva.
Tende, porém, bom ânimo, filhas e filhos do coração!
É um momento de siso, de decisões, para a paz no período do porvir.
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Recordai-vos de que o Cristianismo nascente experimentou também inúmeras dificuldades. A palavra revolucionária do apóstolo Paulo, a ruptura com as tradições judaicas ainda vigentes na igreja de Jerusalém geraram a necessidade do grande encontro, que seria o primeiro debate entre os trabalhadores de Jesus que se espalhavam pelo mundo conhecido de então.
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No momento grave, quando uma ruptura se desenhava a prejuízo do Bem, a humildade de Simão Pedro, ajoelhando-se diante da voz que clamava em toda parte a Verdade, pacificou os corações e o posteriormente denominado Concílio de Jerusalém se tornou um marco histórico da união dos discípulos do Evangelho.
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Neste momento de desafio e de conflitos de todo porte, é natural que surjam divergências, opiniões variadas, procurando a melhor metodologia para o serviço da Luz. O direito de discordar, de discrepar, é inerente a toda consciência livre. Mas, que tenhamos cuidado para não dissentir, para não dividir, para não gerar fossos profundos ou abismos aparentemente intransponíveis.
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Que o espírito de união, de fraternidade, leve-nos todos, desencarnados e encarnados, à pacificação, trabalhando essas anfractuosidades para que haja ordem em nome do progresso.
O amor é o instrumento hábil para todas as decisões. Desarmados os corações, formaremos o grupo dos seres amados do ideal da Era Nova.
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Nunca olvideis que o mundo espiritual inferior vigia as nascentes do coração dos trabalhadores do Bem e, ante a impossibilidade de os levar a derrocadas morais, porque vigilantes na oração e no trabalho, pode infiltrar-se, gerando desequilíbrio e inarmonias a benefício das suas sutilezas perversas e a prejuízo da implantação da Era Nova sob o comando do Senhor.
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Nunca olvidemos, em nossas preocupações, que a Barca terrestre tem um Nauta que a conduz com segurança ao porto da paz.
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Prossegui, lidadores do Bem, com o devotamento que se vos exige de fazerdes o melhor que esteja ao vosso alcance, em perfeita identificação com os benfeitores da Humanidade, especialmente no Brasil, sob a égide de Ismael, representando o Mestre inolvidável.
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Venceremos lutando juntos, esquecendo caprichos pessoais, de imposições egotistas, pensando em todos aqueles que sofrem e que choram, que confiam em nossa fragilidade e aguardam o melhor exemplo da nossa renúncia em favor do Bem, do nosso devotamento em favor da caridade, da nossa entrega em novo holocausto.
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Já não existem as fogueiras, nem os empalamentos. Os circos derrubaram as suas muralhas e agora expandem as suas fronteiras por toda a Terra, mas o holocausto ainda se faz necessário.
Sacrificai as próprias imperfeições, particularmente neste sesquicentenário de evocação da chegada do Evangelho à Terra, decodificado pelos Imortais.
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Recordai também, almas queridas, que o Espiritismo é, sem qualquer contradita, o Cristianismo que não pôde ser consolidado e que esteve na sua mais bela floração nos trezentos primeiros anos, antes das adulterações nefastas, e que foi Jesus quem o denominou Consolador.
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Este Consolador sobreviverá a todas as crises e quando, por alguma circunstância, não formos capazes de dignificá-lo, a irmã morte arrebatará aqueles que não correspondem à expectativa do Senhor da Vinha, substituindo-os por outros melhormente habilitados, mais instrumentalizados para os grandes enfrentamentos que já ocorrem na face do planeta.
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Todos sabemos que a transformação moral de cada indivíduo é penosa, de longo curso, por efeito do atavismo ancestral, e que a Lei dispõe do recurso dos exílios coletivos para apressar a chegada da Era Nova.
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Abençoados servidores!
Abençoadas servidoras da Causa! Amai!
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Amai com abnegação e espírito de serviço a Doutrina de santificação, para que os vossos nomes sejam escritos no livro do reino dos Céus e possais fruir de alegrias, concluindo a etapa como o apóstolo das gentes, após haverdes lutado no bom combate.
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Os mentores da brasilidade, neste momento grave por que também passa o nosso país, assim como o planeta, estão vigilantes.
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Permiti-vos ser por eles inspirados e saí entoando o hino do otimismo e da esperança, diluindo a treva, não fixando o medo nem a sombra, que por momento domina muitas consciências. Não divulgando o mal, somente expondo o bem, para que a vitória não seja postergada.
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E ide de volta, seareiros da luz! O mundo necessita de Jesus, hoje mais do que ontem, muito mais do que no passado, porque estamos a caminho da intuição, após a conquista da razão, para mantermos sintonia plena com Aquele que é o nosso Guia de todos os dias e de todas as horas.
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Muita paz, filhas e filhos do coração!
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São os votos do servidor humílimo e paternal, em nome dos obreiros da seara de todos os tempos, alguns dos quais aqui conosco nesta hora.
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Muita paz!…
 
Bezerra
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Psicofonia pelo médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento da
Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional, em Brasília, DF,
na manhã de domingo, em 9 de novembro de 2014. Em 8.12.2014.
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nane Nane Mendonça – É expositora espírita e trabalhadora da Fraternidade Espírita Peixotinho, localizada em Boa Viagem e também, blogueira, na sua casa linda e especialíssima que é o seu blog “Casa de Nane”, que vocês podem conhecer clickando na imagem abaixo da foto de Nane.

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brunooyellowMeus queridos amigos e irmãos, eis aí este artigo magnífico que a minha querida irmãzinha, blogueira como eu, Nane Mendonça, junto comigo, consideramos de importância pra lá de urgente, nesses dias tenebrosos de tanto descalabro e violência que estamos a viver. A palavra de Bezerra, nessa hora, soa como uma verdadeira clarinada conclamando a todos os seres humanos a mudarmos o nosso diapasão mental e umedecer os nossos sentimentos para que uma era de paz possa surgir no berço luminoso do Divino Reino!

Obrigado de coração, Nanezinha, por mais esse fruto do teu amor pela nossa causa tão querida! 

Que Jesus a abençoe!

Bruno Tavares

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