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É neste momento doloroso e decisivo do planeta que a faculdade mediúnica é chamada a participar dos objetivos do Cristo.
Por Rogério Coêlho
“(…) A mediunidade é coisa santa, e deve ser praticada santamente, religiosamente”.
Allan Kardec {1}

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Incompreensível e inexplicavelmente existem magotes de frequentadores de reuniões mediúnicas sem o menor preparo para tão importante e delicada tarefa, incluindo-se aí inúmeros “ditos” médiuns…  É impressionante o amadorismo nesse setor do movimento espírita! Entre outras “amenidades”, a falta de estudos é flagrante e, consequentemente, o resultado fica totalmente comprometido.  As obsessões, então, não se fazem esperar!…

As luminosas páginas da Doutrina Espírita oferecem-nos sempre a oportunidade de ampliar as fronteiras de nossa compreensão, enriquecendo-nos de conhecimento e luzes. Nelas aprendemos quão importante é o estudo, a disciplina, a fé e o acendrado amor pelos semelhantes encarnados e desencarnados.

A condição básica para o bom e ideal exercício da mediunidade está exarada no conceito passado por Emmanuel ao seu tutelado, Chico Xavier: “Disciplina, disciplina, disciplina”.

O Espírito Camilo, guia espiritual do médium Raul Teixeira, vem em nosso auxílio para desvelar as variadas nuanças da aplicabilidade desse amplo conceito disciplinar, ensinando{2}:

“(…) Para que a mediunidade logre cumprir o seu desiderato na estrada humana, torna-se imprescindível o trato com a disciplina. Disciplina como a daqueles que já a possuem como auréola de sérios e bem-aventurados compro­missos bem atendidos, a harmonia íntima, a paz.

As disciplinas, para os servidores da mediunidade têm o sabor da reestruturação cotidiana: disciplina no pensar, procu­rando nortear os próprios produtos do psiquismo, sem tormenta, mas com decisão de corrigir-se aos poucos; disciplina no falar encarecendo a importância de falar o que seja conveniente à sã doutrina, conforme propõe o apóstolo Paulo de Tarso; disciplina no relacionamento pessoal, espalhando fraternidade, exer­citando o desapego, respeitando as diferenças alheias; discipli­na das funções genésicas, buscando pôr luz nos impulsos da intimidade, sem repressão, mas com maturidade, para que eles não sejam geradores de tormentos, de culpas, de comprometi­mentos infelizes, francamente desnecessários; disciplina no comer e no beber, para que seu comer e beber não sejam moti­vos de escândalo; disciplina, por fim, que signifique integração consciente com a Vida Plena, vibrando no entendimento de que o mundo é bendita escola, onde essas disciplinas represen­tam as cátedras, os conteúdos, capazes de guindar a alma aos páramos da redenção anelada, conquistada gradualmente”.

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Desenhando o perfil vivencial da Humanidade de hoje, lembra-nos ainda o nobre Espírito Camilo:  “(…) a atroada das dores, semelhante a um terrível bombardeio sobre as vidas humanas, prossegue na sanha de fomentar padecimentos sem conto por sobre todo o dorso planetário.  As caudais de lágrimas, vertidas dos olhos de toda a gen­te são qual correnteza de amarguras a inundar incontáveis exis­tências, desfazendo sonhos, destroçando construções urdidas com pelejas de uma vida inteira…

A morte, embora os milênios de civilização, com as investidas do materialismo, perante as insinuações ateístas e frente às assertivas do cepticismo, com todo o cortejo da His­tória, ainda representa a goela escancarada da devoradora de vidas, crudelíssima figura de alfanje empunhada, ceifando as mais caras expressões das existências que, no mundo, encon­tram seu campo de estágios diversos.

Os dependentes químicos, em número cada vez maior, na medida em que se ampliam as áreas de acesso das mídias variadas, ao mesmo tempo em que se multiplicam templos de diferentes interpretações e rótulos, como pragas letalizantes saí­das da legendária caixa de Pandora, ululam desesperados ou chafurdam em mórbido silêncio, à espera de mãos de socorro que os possam reerguer.

A ignorância e a manutenção do espírito obtuso tomam grandes proporções em todos os meios sociais – como um acin­te à sofisticação dos meios notáveis de aquisição de cultura – solapam as incontáveis possibilidades de progresso, tanto da estética quanto da ética, exatamente quando se multiplicam escolas e universidades. Quando são incrementadas as conquis­tas de titulações acadêmicas, parece que os conhecimentos absorvidos nos gabinetes do pensamento filosófico e nos laboratórios de pesquisas científicas nada têm a ver com a felicidade ou com a boa qualidade de vida no orbe.

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Enquanto o crime ensandece nas mãos da violência, que estadeia no planeta inteiro chocam-nos os discursos genéricos das múltiplas religiões, das várias teologias, mais voltadas para a glória passageira dos indivíduos no mundo do que para sua espiritualização nas lidas do mundo.  Daí muita gente vai apa­nhada de surpresa quando se lhe ocorrem os fenômenos das enfermidades e da morte, tendo em vista que jamais se deteve para pensar com maturidade sobre os objetivos da estada na Terra e sobre os nossos destinos espirituais, tão logo abandona­mos o escafandro biológico.

É nesse momento doloroso e decisivo do planeta que a faculdade mediúnica é chamada para participar dos objetivos de Jesus Cristo, atendendo aos propósitos mais luminosos da marcha corporal do ser eterno.

A mediunidade é convidada pelo Mestre, nesses tempos de grande densidade imoral, a fim de cooperar com os Prepostos do Mais Além, reeducando temperamentos, suavizando a caminhada de muitos, forjando uma visão mais aguçada de tudo.

A faculdade mediúnica, favorecendo o intercurso entre as diferentes frequências vibratórias dos indivíduos, ajudará no despertamento da sensibilidade capaz de aclarar o entendimen­to, a fim de que cada qual veja no semelhante o seu irmão, e, ao invés de invejá-lo e tentar destruí-lo, consiga retirar o melhor exemplo, imitando os bons e apiedando-se dos maus, seguindo sempre adiante.

(…) Nesses dias complexos de profundos e intensos parado­xos, cada médium necessitará fazer detida reflexão a respeito do que pretende realizar com os conhecimentos que detém, com as percepções que porta, de modo a não perder a ensancha de progredir, de prosperar, servindo, mesmo sob as rijas tempesta­des e duras lutas terrenas, prelibando os dias porvindouros de vitória espiritual sobre si mesmo, como todo fiel obreiro do amor aguarda.   Logo mais, superadas as peripécias do mundo, as dores e as lágrimas, a morte e os vícios, a ignorância e o crime, o pensamento formoso de Jesus estará iluminando as consciências de todos, a mediunidade se transformará em conquista psíquica da criatura, e somente o amor tudo regerá…”

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{1} – KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. 125.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, cap. XXVI, item 10.
{2} – TEIXEIRA, J. Raul. Desafios da Mediunidade. Niterói: FRÁTER, 2001, parte II, p.p. 39-41.

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* AS IMAGENS SÃO ESCOLHA E RESPONSABILIDADE 
DE BRUNO TAVARES

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rcbr  Rgério Coelho

Reside na cidade mineira de Muriaé, situada na Zona da Mata de Minas Gerais. Jornalista por formação, Rogério Coelho já exerceu diversas funções dentro de casas espíritas, desde secretário até diretor do departamento. Atualmente, preside a Sociedade Muriaeense de Estudos Espíritas e prossegue incansável na divulgação do Espiritismo na tribuna e por meio de jornais e periódicos diversos.

Quando se tornou espírita, no ano de 1977, a aceitação  de  sua  família  foi  difícil, porém a persistência e o amor pela doutrina o transformou no homem de hoje, que transmite empolgação ao falar sobre o Espiritismo. Para ele, o Espiritismo representa a mesma coisa que o sol, a água, a alimentação e o ar representam para o corpo físico. “Para os neófitos da Doutrina Espírita, eu passaria o mesmo conselho que o nobre Espírito Emmanuel passou para o seu tutelado, o nosso incomparável e saudoso Chico Xavier: Se algum dia eu disser para você alguma coisa diferente do que ensinou Jesus e Kardec, fique com Eles e me abandone.”.

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brunooyellow Meus queridos amigos e irmãos, eis aqui este artigo importantíssimo para todos aqueles que mourejam na atividade mediúnica dentro da Seara Espírita, onde o fator disciplina é condição Sine Qua Non para o sucesso de qualquer empreitada no campo do psiquismo. De urgência urgentíssima essa reflexão do querido Rogério porque o nosso movimento está muito tardo, surdo e cego quando a questão da hora é DISCIPLINA, tão faltosa, quanto pior, muito desconsiderada.

Que Jesus abençoe ao Rogério por lançar luz nas consciências adormecidas, oxalá algumas possam acordar do látego triste em que teimam em permanecer!

Que Jesus abençoe a todos nós!

Bruno Tavares

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A MENSAGEM DE HOJE DE BRUNO

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