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Confetes. Serpentinas. Músicas de duplo sentido. Mulheres seminuas Fantasias. Erotismo. Bebidas alcoólicas. Drogas de todas as espécies. A busca desvairada de sexo, não importando com quem ou onde. Enfim é carnaval.

Nosso País, abençoado pelas possibilidades de provas e expiações, onde muitos anônimos servem a muitos. Onde as etnias se encontram e se integram e as classes sociais interagem. Onde as belezas naturais são exuberantes. Onde a fraternidade é uma realidade.

Coração do Mundo. Pátria do Evangelho.

Nosso País abençoado, mas com tanto a aprender. Aprender o amor sem confundi-lo com sexo. Aprender a espiritualizar-se em detrimento a materialidade.

Nosso País que gasta milhões com festas e, neste momento, com o carnaval.

Nosso País que ainda confunde o riso alegre com a máscara bisonha da alegria falsa e passageira, calcada no efêmero tríduo momesco.

Nosso País embriagado nas vibrações geradas no rufar dos tambores, no repicar dos tamborins e roncar das cuícas, embalado nas alegorias do samba, nos passos do frevo e do maracatu, pensa ilusoriamente ter afastado as angústias, a miséria, a fome, a deseducação e as doenças.

Nosso País, menino que ainda se encanta com o brincar, esquece-se que no contexto do mundo é um adolescente, no qual se aposta um futuro brilhante, rumo ao infinito cósmico.

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Até quando, nós que damos personalidade, vida e existência ao nosso País, quiçá ao mundo, vamos prostituir a nossa essência divina no desvario da madrugada de um galo e no amanhecer de uma decadente moral . O nosso País tem a nossa “cara”, portanto retiremos a maquiagem da falsa alegria e ousemos a ser fiéis aos nossos compromissos reencarnatórios.

Algumas vezes nos perguntam: – Espírita brinca carnaval? – Respondemos com as sábias palavras de Emmanuel: “é incontestável que a sociedade pode, com seu livre arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas enquanto houver um mendigo abandonado, junto de seu fastígio e sua grandeza, ela só poderá fornecer com isto um eloquente atestado de sua miséria moral”.

Assim, aproveitando um trecho da música de um compositor baiano, e fazendo-lhe uma pequena modificação, temos uma grande verdade espiritual – Atrás do trio elétrico também vai quem já morreu – pois, num mundo com a destinação do nosso, como nos ensina a Codificação, habitado por um sem-número de espíritos desencarnados (proporcionalmente muito maior que os encarnados), que vinculados à ignorância e aos sentimentos menores, buscam, através de processos obsessivos, perturbar os seus devedores ou algozes do passado. Para tanto, são influenciados e conduzidos por reconhecidas falanges dedicadas ao mal, que se aproveitam desta conhecida “loucura coletiva”, que é o Carnaval, para seduzirem e atirarem seus perseguidos nas sarjetas da degradação humana.

Neste sentido, os médiuns narram o peso das vibrações negativas, que envolvem os locais onde as atividades carnavalescas são exercidas, durante as reuniões mediúnicas sérias, o que demonstra as emanações fluídicas perniciosas nos dias em que se avizinha essa festa pagã.

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Assim sendo, não só os Espíritas, mas todos aqueles que professam uma religião, que têm como guia um Espírito do estofo de Jesus, ou mesmo aqueles que acreditam num Deus-Pai absolutamente bom e justo, devem, num momento como este, entrar em prece, dedicar parte da ociosidade festiva, a leitura de obras edificantes, lembrando que nas “avenidas” que nos levam de volta ao Pai, os “blocos” se caracterizam, de um modo geral, pelo sofrimento e pela dor. Não mais as canções, o som muitas vezes é de gemidos, choros e ranger de dentes, acompanhados de cantos e palavras de conforto dirigidas pelos representantes do Pai.

Considerando, então, que somos conhecidos como “O Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho”, numa referência ao texto de Humberto de Campos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, bem como que a Doutrina dos Espíritos tem, através da Codificação e das obras complementares, nos mostrado o momento de transição que atravessamos, é mister que cada um de nós faça a sua parte na obra do Senhor. Neste momento, pois, a nossa parte é orar por aqueles parentes, ou não, que ainda se propõem aos folguedos carnavalescos, a fim de que sejam protegidos. Para além disso, e nas palavras de um Espírito amigo, “orar para que a violência diminua” e “vigiar para não cairmos nas tentações”, por desconsiderarmos a influência nociva que tem o ver e o assistir, ainda mesmo que através dos meios de comunicações.

No caminho de volta ao Pai, portanto, existirão muitos Carnavais e suas consequências, como descreve muito bem o Espírito Manoel Philomeno de Miranda, nas duas obras psicografadas por Divaldo Franco, “Fronteiras da Loucura” e “Tormentos da Obsessão”.

Importa, por fim, destacar que um grupo de Psicólogos, segundo o Correio Brasiliense, concluiu sobre o carnaval o seguinte:
“(…) de cada dez casais que caem juntos na folia, sete terminam a noite brigados (cenas de ciúmes, intrigas, etc.); que desses mesmos casais, posteriormente, três se transformam em adúlteros; que, de cada dez pessoas (homens e mulheres) no Carnaval, pelo menos sete se submetem a coisas que abominam no seu dia a dia, como o uso de álcool e outras drogas (…).

Tudo isso resulta, segundo os mesmos estudiosos, do êxtase atingido na “grande festa”, quando os símbolos da liberdade, da igualdade, mas também da orgia e da depravação, estimulados pelo álcool, levam as pessoas a se comportarem fora de seus padrões normais (…).

Assim, como dizia o poeta Vinicius de Morais:
“Tristeza não tem fim, felicidade sim”,
A felicidade parece a grande ilusão do carnaval;
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta feira”

… Vale, então, a pena, por três dias, comprometer a eternidade?

Que a nossa , acesa e ardente, possa sobreviver aos carnavais da vida, sem se tornar cinzas, na quarta-feira.

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* AS IMAGENS SÃO ESCOLHA E RESPONSABILIDADE 
DE BRUNO TAVARES

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brunooyellowMeus queridos amigos e irmãos, trazemos aqui, com muito regozijo, este excelente artigo do nosso querido irmão e amigo Dr. Otávio Pereira, grande trabalhador da egrégia Casa de Itagiba, a querida Federação Espírita Pernambucana. Dr. Otávio como exímio psicólogo que é, junto ao seu “estetoscópio espírita”, faz uma anamnese completa sobre esta tragédia fantasiada de festa, verdadeiro desastre nacional que é o carnaval de todos os anos. Dr. Otávio vem somar-se a queridos e corajosos irmãos como Divaldo Franco, Raul Teixeira, Heloísa Pires que inspirados em espíritos nobilíssimos do quilate de um Emmanuel, de um Dr. Bezerra de Menezes, de um André Luiz e de um Manoel P. de Miranda, vêm abrir os olhos aos cegos e incautos para esta triste realidade, a qual muita gente se encontra, quebrando a cara por aí crente que é feliz.

Que Jesus abençoe ao querido Dr. Otávio pela coragem de não faltar com a sua palavra quente e carregada de convicção num momento tão grave como esse!

Que Jesus abençoe a todos nós!

Bruno Tavares

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A MENSAGEM DE HOJE DE BRUNO

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QUADRO DO PINTOR PERNAMBUCANO

ANTÔNIO CARLOS CASTANHA TAUA GOMES

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