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…A palavra “carnaval” está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão “carnis valles”, que, acabou por formar a palavra “carnaval”, sendo que “carnis” do grego significa carne e “valles” significa prazeres…” 

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Carnaval. A festa, e a palavra que a intitula, também constam relacionadas às Saturnálias romanas da antiguidade, festejos caracterizados por grande liberalidade e afrouxamento dos costumes morais, e também às celebrações que antecedem a quaresma católica.

Fato é que, com características diversificadas de país para país, o Carnaval constituí período durante o qual os foliões se entregam sem freios a toda uma larga azáfama de excessos que, já de há tempos se sobrepondo de muito aos antigos festejos inocentes dos fantasiados com confetes e serpentinas, desaguam em inumeráveis casos deprimentes de consequências infelizes, vitimizando incontáveis seres. Indivíduos estes que, desavisados, se abandonam a práticas responsáveis, antes, por todo um cortejo de fatos lastimáveis, do que propriamente por divertimento sadio e isento de sequelas ruins.

Lembro-me do último baile de carnaval que frequentei, em matinée. Já naqueles idos dos anos setenta, os bailes nos clubes – a exemplo do que buscam resgatar agora, após amplo período de franca decadência – aconteciam em horários noturnos voltados aos adultos, e nos diuturnos, durante a tarde, nos quais iam crianças ou adolescentes. Todos fantasiados, eram muitas vezes divertidos – enquanto se resumiam a bailes realizados assim, nestes moldes inofensivos.

No entanto, foi bem num destes que meu pai nos acompanhou, a mim e a uma jovem amiga, filha de vizinhos nossos, no Clube América, situado na zona norte do Rio de Janeiro, quando contava por volta dos meus quatorze anos – para no final a ocasião se reverter num basta definitivo a qualquer vontade de minha parte de retornar a algum destes eventos!

Nunca vou me esquecer da cena espantosa, deprimente, depois de algum tempo em que brincamos no salão do grande clube tijucano sem maiores incidentes. Pois em dado momento, tivemos que sair precipitadamente, antes do previsto – praticamente fugidos! – devido a uma briga que rebentou de supetão entre aparentes grupos de fantasiados rivais que, infiltrados no evento, completamente embriagados, aparentavam, antes de foliões, componentes brutais de gangues, cujo confronto fez com que voassem cadeiras e garrafas que se espatifavam para todo lado do clube!

Esta, pois, foi a última vez em que pus os pés num baile!

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Recordo, também, de outra ocasião, embora esta não se tratasse do carnaval – mas que bem serve para justificar a minha progressiva aversão por tais situações de tumulto, à medida em que, com o decorrer dos anos, fora me sintonizando com uma faixa de preferências de lazer mais saneadas, do ponto de vista espiritual e existencial.

Nesta, fora conduzida pelo meu então noivo, atual marido, há cerca de treze anos atrás, a conhecida danceteria da cidade paulista de Taubaté, no intuito bem intencionado da parte dele de nos divertimos um pouco nos dias em que ele promovera comigo um tour pelas belas cidades que margeiam, em toda a sua extensão, o Vale do Paraíba.

Lembro-me de que entramos. Era uma casa enorme, de ambientes diferentes localizados em dois andares. Uma sarabanda de luzes rodopiantes em penumbra baça, um tumulto ensurdecedor, dentre a população alvoroçada de jovens que se acotovelavam ou dançavam, comprimidos, em grande algazarra, em todo o espaço do andar térreo, a música estrondeando em último volume na aparelhagem de som gigantesca.

Não demorou quinze minutos, e, em meio àquela azáfama desnorteadora, passei mal.

A música em volume desesperador doía-me fisicamente, de maneira literal, atingindo-me os ossos! Comecei a sentir náuseas; suava frio! E, não aguentando, houve meu noivo que me arredar rápido dali para o ambiente mais calmo do segundo andar, uma espécie de restaurante com música ao vivo, mas em volume racional, soando em sessões de karaokês.

Amigos; situações tais como esta, bem como a que se apresenta na época do carnaval, põe em xeque nada menos do que o uso de nosso livre arbítrio, exercido sempre com base nas nossas compatibilidades.

Muita vez, os que se entregam aos festejos não necessariamente o fazem intentando incorrer em excessos. Todavia, há que se precaver para a realidade de que o universo das energias age e se sobrepõe, poderoso, instantâneo e à nossa revelia, na medida da invigilância de nossas sintonias. O padrão agressivo, denso, obsidiador das energias características da data, a que muitos se expõe, sem que se dêem conta os arrastam a iniciativas inconscientes, frutos de irreflexão! E esta irreflexão fluí fácil, ao ritmo atordoador do samba enredo, ou nos eflúvios entorpecedores do uso indiscriminado de drogas ou da bebida alcóolica!

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Inevitável que mesmo almas porventura mais robustas, em instantes de desatenção, não experimentem o risco do seu quinhão de revés, na intenção talvez ingênua de usufruir, nem que moderadamente, de algo do cardápio grandemente sedutor presente nos eventos característicos desta data de grande afluxo turístico e gigantesco investimento midiático nos tempos que correm.

Ao final dos dias de tumulto psicodélico regado a fantasias e alegorias que retratam curiosamente, a cada ano, figuras monstruosas do imaginário humano como bruxas e dragões, a contagem ingrata das baixas nas estradas, seja por excesso de velocidade, ou nos inesgotáveis casos de embriaguez.

O termo Carnaval também pode ser lido de outro modo: Carne Aval – o aval à carne, a toda a pujança que as atrações mais pesadas da festa da materialidade nos proporcionam. Todavia, e como em tudo o que a vida nos oferece ao discernimento, há que se atentar ao uso do bom senso.

Se você, leitora ou leitor amigo, já conta entre aqueles que se reconhecem com o perfil espiritual depurado, em decorrência de reconhecer a felicidade noutras fontes de prazer e de alegria mais quintessenciadas, mais distanciadas do que prevalece nos padrões grosseiros da hora que passa, vale questionar de si mais de uma vez, a fim de não se confundir um momentâneo aval aos alaridos atordoadores da festa da carne com uma deixa, e isto sim, à encarniçada invasão de forças obsidiadoras ao seu perfil espiritual já sutilizado frente ao supremo desgoverno moral vigente hoje em dia.

Porque sem nenhuma dúvida, e dada a carga maciça de influências obsessoras do astral umbralino presentes nos festejos destas datas, o que a seres que vibram noutra dimensão incorpórea e diapasão material talvez não cause alteração digna de nota, nos mais sensíveis desencadeará, ao fim dos festejos, mais do que a esperada ressaca passageira, talvez que lesões de ordem espiritual, física e cármica difíceis de se extirpar.

Um feriado de harmonia e paz a todos!

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brunooyellowMeus queridos amigos e irmãos, trazemos aqui, nesta derradeira postagem sobre o carnaval nosso de todos os anos, propriamente deste de 2017, o sensatíssimo texto da minha querida amiga, a escritora espírita Christina Nunes, do Rio de janeiro, numa abordagem diferente das outras, mais intimista e pessoal, embora por isso mesmo coloca-nos na cena tremendamente desequilibradora da psicosfera carnavalesca que, infelizmente, alguns espíritas desconsideram-na, mesmo com todo o arsenal de informação através de espíritos nobilíssimos e por médiuns de uma seriedade a toda a prova. São os cegos e surdos por moto próprio, com todo o sagrado direito de o serem, se assim é que lhes convém!

Que Jesus abençoe a ti  querida Christina, pela tua sensibilidade espiritual de mulher e de espírita, alertando aos teus irmãos das vagas tremendas a que se expõem no oceano escuro de vibrações desconhecidas!

Que Jesus abençoe a todos nós!

Bruno Tavares

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A MENSAGEM DE HOJE DE BRUNO

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