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 Em alguns relatos sobre as experiências de quase morte observamos a descrição da visualização de uma luz ao fim de uma espécie de túnel, para onde os desencarnantes são atraídos após atravessarem um corredor de obscuridade densa. Recordo-me também, durante o dia de hoje, diante da tv, ao assistir à tocante despedida das vítimas da tragédia de Chapecó, de algumas assertivas verdadeiras sobre a realidade de que todos no mundo se nivelam num mesmo patamar, ao enfim tombar o véu das fortes ilusões materiais, no momento do desencarne. Pois este instante endereça os despojos de ricos ou pobres, religiosos ou não religiosos, ou de seres de quaisquer quadrantes planetários, ao mesmo destino sob o solo generoso e transformador do seio da Terra.

         As reflexões têm razão de ser, durante esses dias, em que assistimos, dominados por sentimentos diferentes, a impactante tragédia de Chapecó, no sul do Brasil. Porque durante esses momentos, ainda uma vez evidenciou-se que a morte possuí o condão nivelador, aproximador de povos os mais diversos, de mentalidades as mais disparatadas.

         Ante o impacto atordoador do sinistro, as lágrimas se assemelharam. E molharam os rostos vincados pela emotividade de colombianos e brasileiros. E também dos habitantes de outras nacionalidades mundo afora. Vimos expressões comoventes de solidariedade de Chapecó à Colômbia. No Reino Unido, na Espanha, e também em Portugal e França.

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Corpos-Chape

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         Iniciativas fraternas pontilharam o noticiário, com procedência em localidades múltiplas. Os números de associados do Clube catarinense decolaram, em menos de uma semana, dos modestos oito ou nove mil para mais de trinta mil. Cristiano Ronaldo, o jogador português mundialmente famoso, fez vultosa doação em favor do reerguimento do Clube. Times nacionais se cotizam para doar jogadores para a recomposição do time enlutado, e não há o que se dizer mais da irretocável grandeza das demonstrações de fraternidade do povo colombiano.

         Viu-se, portanto, o estupor de um sinistro de proporções dantescas irmanando, em poucas horas, um planeta inteiro ao redor do sofrimento que a todos nivela, na hora do desencarne para cada ser vivente. Em estranho paradoxo, o fatídico acidente e suas grandiosas repercussões terminaram por levar muitos a resgatar as esperanças na solidariedade humana, tão desacreditada nos tempos difíceis vividos atualmente por um mundo mergulhado em provas dificílimas que embrutecem e desfalecem os sentimentos de multidões.

         Diante do sofrimento brasileiro e chapecoense, autoridades nacionais e internacionais se emocionaram, relembrando a todos a sua fácies humana, na maior parte das horas embotada pelos requisitos e dramas dos tumultos do mundo político. O povo chorou, abraçou-se, reuniu-se num mesmo amplexo internacional de fraterna solidariedade, como que se resguardando, nessa rara mostra mais expressiva de calor humano, das dores que, a cada qual no seu tempo, os aguardam, na única certeza da hora da despedida, que trazemos marcada em todos nós desde o dia dos nossos nascimentos.

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MVER

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         A tragédia chapecoense teve esse condão de nos apontar, inesperadamente, uma luz no fim do túnel de todos os desalentos terrenos. Porque quando fizermos a passagem, tudo o que carregaremos conosco, e ansiaremos encontrar – tudo o que importará de fato! – será a capacidade de se oferecer e receber calor humano, compaixão, solidariedade, e amor.

         Após a passagem, meus amigos, todos de fato estaremos, definitivamente, devolvidos à vida real, despojada de todas as ilusões da transitoriedade terrestre.

         Nivelados num novo mundo, ansiaremos por quem nos acolha no susto, na angústia, no sofrimento. Na necessidade de orientação e de reconforto que nos proporcione equilíbrio íntimo, e capacidade para seguir em frente, rumo a novas situações, a novos desafios, alegrias e esperanças.

Na vida que simplesmente prossegue, tudo o que sempre mais importará será a troca de amor que fortalece, ampara, une, e cura, acima de todas as lágrimas e sofrimentos, e de todas as diferenças aparentes que vestem os representantes de uma mesma raça humana.

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* AS IMAGENS SÃO ESCOLHA E RESPONSABILIDADE 
DE BRUNO TAVARES

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brunooyellowMeus queridos amigos e irmãos, trazemos aqui mais um artigo dessa minha querida confreira e amiga, Christina Nunes, também médium espírita, sobre como é fugaz a vida física, analisando com sua sensibilidade d’alma, ainda, a tragédia ocorrida com o vôo que vitimou o  time da Chapecoense. Christina nos faz refletir sobre o amor, como a única realidade perene do universo!

Que Jesus abençoe a ti  querida Christina, pela luz que emana dos teus textos, pelo teu olhar amoroso sobre as coisas da vida!

Que Jesus abençoe a todos nós!

Bruno Tavares

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CHRISPERFIL  Christina Nunes

De família espírita, Christina Nunes frequentou desde a adolescência Centros Espíritas e, ao longo dos anos, teve aflorada e desenvolvida a mediunidade da psicografia sob a tutela de seu mentor desencarnado e autor de seus livros, Caio Fábio Quinto. Estudiosa de Espiritismo e das obras da Codificação há mais de trinta anos. Escritora, palestrante e médium psicógrafa dos livros do espírito Caio Fábio Quinto e de outros autores espirituais, todos romances espíritas, dentre eles: O Pretoriano, Sob o Poder da Águia, Amparadores do Invisível, Ecos na Eternidade (Espírito Tarsila), Sonata ao Amor e Os Anjos Não Vivem Distantes (Espírito Iohan), lançado em 2013. Bacharel em Letras, colunista no site da Fundação Espírita André Luiz, e articulista e correspondente na revista eletrônica O Consolador. A renda de seus livros é integralmente revertida às obras beneficentes. 

 

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A MENSAGEM DE HOJE DE BRUNO

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QUADRO DO PINTOR PERNAMBUCANO

ANTÔNIO CARLOS CASTANHA TAUA GOMES

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Francisco e Clarinha de Assis

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