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P – Há perigos em se lidar com os Espíritos?

Agnaldo – Não se pode contestar que não haja perigo aos imprudentes que sem estudo prévio, sem conhecimento, sem preparo e método se entreguem às investigações. Também àqueles que fazem do trato com o fenômeno, passatempo, frívola diversão, etc., sem dúvida atraem elementos não moralizados, oportunistas do mundo invisível, cujas influências fatalmente se farão sentir.

Se há perigos, entretanto, não são eles específicos ao Espiritismo. Qualquer mecanismo que nos disponhamos a manipular sem a devida precaução e conhecimento, implica em perigo.

Aliás, reflete a Revista Espírita de 1858, não há uma só coisa que seja em si, boa ou má – o uso que se faz é que as torna boas ou más, perigosas ou não.

Se analisarmos, porém, que as vantagens compensam e superam os inconvenientes e que para lidar com os diferentes aspectos são necessários precauções, conhecimentos, aprendizagem, equilíbrio, bom senso, etc., certamente nos garantiremos contra inevitáveis perigos.

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P – Haverá situações que não se caracterizando propriamente como perigo, poderiam significar inconvenientes para a boa prática mediúnica?


Aguinaldo – Sim, há leviandades que se configuram como inconvenientes. Poder-se-ia recordar:

− o desenvolvimento mediúnico em crianças onde soma-se ao perigo, a imprudência, em razão do organismo débil, imaginação excessiva, inexperiência, falta de discernimento, impressionabilidade etc., etc.

− o estado físico e mental do médium, onde esse esgotamento, por debilitar-lhe as energias pode torná-lo não tão vigilante, preparado e fragilizado e abrir campo a ação de Espíritos inescrupulosos.

− o estado moral – mediunidade como faculdade independe da moral, contudo sob o ponto de vista de frutos resultantes, esse fator caracteriza-se como importantíssimo, imprescindível, pois sinaliza abertura de campo para sintonizar com Espíritos Bons, devotados ao trabalho do Bem.

− evocações – porta aberta para que entidades desocupadas, zombeteiras, mistificadoras tragam notícias às vezes espetaculosas, inverídicas ou mirabolantes.

− os interrogatórios – o objetivo do trabalho mediúnico é servir com abstenção de toda curiosidade. Ao atender os Espíritos que se comunicam, oferecer amor, tolerância, respeito, compreensão, levando-o a querer refletir sobre sua atuação e não fazer inquirições que apenas atendem às curiosidades inferiores ou mórbidas.

− as futilidades – dirigentes, médiuns, cooperadores ligados a assuntos banais, não devem esperar a companhia dos Bons Espíritos e por consequência, bons resultados. Trabalho mediúnico não comporta irresponsabilidades, desrespeito, superficialidade, curiosidades, comparecimento por obrigação. É um trabalho de amor onde o entendimento leva a buscá-lo como “privilégio”; a entendê-lo como bênção. Como tal é ele valorizado, sobretudo como oportunidade de aprendizado, de servir oferecendo ao semelhante tudo o que em si já tem ou trás de melhor.

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− desarmonias – ocorridas no grupo mediúnico, desestabiliza-o prejudicando o trabalho. Não se busca o grupo perfeito, mas aquele onde haja entendimento, onde se estimem, equilibrados, corretos nas intenções, sinceros, apesar dos naturais problemas humanos, que, em surgindo, são trabalhados buscando o equilíbrio no bem-estar de todos.

− gratuidade – em função do bem, com total desinteresse pelas coisas materiais. Servir em constante doação, dar de si com integral desinteresse.

− trabalhos isolados em reuniões domiciliares ou recintos estranhos ao Centro Espírita. Nos lares apenas o Evangelho no Lar, estudos, leituras, a prece.

− médiuns dirigentes – aquele que detém recursos mediúnicos da psicofonia, psicografia, etc., não dirige trabalho. Como, aliás, fazê-lo e simultaneamente abandonar-se ao ato mediúnico? A tarefa do médium é a que corresponde à sua própria condição – oferecer sua faculdade aos desencarnados para que, através dela possam ser ajudados da melhor forma possível, ou dirigir, atento à paz, harmonia tão necessários ao bom desempenho de todos.

− animismo – fenômeno no qual o médium arroja do passado seus próprios sentimentos, ou se expressa como se ali estivesse um desencarnado a se comunicar. É comum acontecer, principalmente no início do afloramento da faculdade onde o companheiro ainda não tem total discernimento, segurança ou confiança em si mesmo. Pacientemente deve ser amparado, ajudado e certamente transformar-se-á pelo trabalho conjunto em valioso companheiro.

− mistificações – onde mentes despreparadas, corações invigilantes, propósitos inferiores, cooperam para que as ilusões circulem.

Somar-se-iam ainda várias outras situações que fugindo ao equilíbrio e bom senso poderiam abrir portas, criar situações indesejáveis que desvirtuariam as finalidades do trabalho.

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André Luiz em “Instruções Psicofônicas” a respeito das sessões mediúnicas oferta-nos interessantes apontamento que transcrevemos:

“Amigos, cooperando, de algum modo, em nossas tarefas, registraremos algumas notas, que supomos de real interesse para as nossas sessões mediúnicas habituais:

1.° – Acenda a luz do amor e da oração no próprio espírito se você deseja ser útil aos sofredores desencarnados.

2.° – Receba a visita do companheiro extraviado nas sombras, nele abraçando com sinceridade um irmão do caminho

3.° – Não exponha as chagas do comunicante infeliz à curiosidade pública, auxiliando-o em ambiente privado como se você estivesse socorrendo um parente enfermo na intimidade do próprio lar.

4.° – Não condene, nem se encolerize.

5.° – Não critique, nem fira.

6.° – Não fale da morte ao Espírito que a desconhece, clareando-lhe a estrada com paciência, para que ele descubra a realidade por si próprio.

7.° – Converse com precisão e carinho, substituindo as preciosas divagações e os longos discursos pelo sentimento de pura fraternidade.

8.° – Coopere com o doutrinador e com o médium, endereçando-lhes pensamentos e vibrações de auxílio, compreensão e simpatia, sem reclamar deles soluções milagrosas.

9.° – Não olvide, a distância, o equilíbrio, a paz e a alegria, a fim de que o irmão sofredor encontre o equilíbrio, a paz e a alegria em você.

10.° – Não se esqueça de que toda visita espiritual é muito importante, recordando que no socorro prestado por nós a quem sofre, estamos recebendo da vida o socorro que nos é necessário, a erguer-se em nós por ensinamento valioso, que devemos assimilar, na regeneração ou na elevação de nosso próprio destino”.

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AGNOME

* AS IMAGENS SÃO ESCOLHA E RESPONSABILIDADE 
DE BRUNO TAVARES

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brunooyellowMeus queridos amigos e irmãos, eis aqui um excelente artigo do meu querido amigo e parceiro, o grande escritor espírita Agnaldo Cardoso, desfiando seu nobre conhecimento sobre a questão tão relevante da mediunidade. Agnaldo fala sobre a temática tão especial, “ex-cátedra”, porque dirige um grupo de psicofonia no Núcleo Espírita Aristides Monteiro, na cidade de Olinda, há precisos 19 anos. E agradeço ao Agnaldo, fazendo-lhe reverência, porque em 19 anos dirigindo seu grupo mediúnico, ele jamais faltou, a não ser nesse mês de maio agora próximo, onde, abrindo uma exceção, palestrou no aniversário da nossa querida Casa dos Humildes, abrilhantando a todos nesse evento tão afetivo para os nossos corações!

Que Jesus abençoe a ti Agnaldo, pois honras a tribuna espírita e o teu grupo mediúnico, com o esforço de teu perseverante trabalho!

Que Jesus abençoe a todos nós!

Bruno Tavares

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A MENSAGEM DE HOJE DE BRUNO

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ANTÔNIO CARLOS CASTANHA TAUA GOMES

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