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Na introdução do livro Evangelho Segundo o Espiritismo, o autor, Allan Kardec, sugere a divisão dos assuntos contidos nos Evangelhos, em cinco partes, a saber: os atos comuns da vida do Cristo, os milagres, as profecias, as palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja e o ensinamento moral. Aduz o autor, que “as quatro primeiras partes foram objeto de controvérsias, a última manteve-se inatacável.” E destaca que escolheu a última para ser “o objeto exclusivo” do referido livro.

O movimento espírita considera esta obra, como marco do aspecto religioso da Codificação Espírita, principalmente por trazer no frontispício do livro a seguinte colocação: “A EXPLICAÇÃO DAS MÁXIMAS MORAIS DO CRISTO EM CONCORDÂNCIA COM O ESPIRITISMO E SUAS APLICAÇÕES ÀS DIVERSAS CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA”.

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No entanto, publicado em primeira edição em 1864, este livro era apenas o início da análise dos Evangelhos, sob a ótica da Doutrina Espírita. É possível considerar, que, nesse momento, Kardec ainda não tinha a ideia completa de como seria desenvolvida as demais obras do chamado Pentateuco Espírita. De fato, no ano de 1865, vem a lume a quarta obra da Codificação com o título “O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo”, logo abaixo do título, o Codificador afixa a seguinte frase: “Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte”. De pronto, percebe-se pelos assuntos contidos no livro a abordagem da quarta parte dos estudos dos Evangelhos: “as palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja”. Para completar a análise dos Evangelhos, em 1868, surge a última obra da Codificação Espírita: A Gênese, Os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo, que discorre sobre a segunda e a terceira parte da divisão sugerida: os milagres e as profecias.

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Conclui-se, que dos cinco livros da Codificação Espírita, três discorrem e analisam quatro partes dos assuntos contidos nos Evangelhos. Por isso, inferimos que a Codificação, firmada na base teórica do O Livro dos Espíritos e com a praxe contida no Livro dos Médiuns, se desdobra no esclarecimento dos Evangelhos.

Longas discussões e debates, sobre o caráter religioso do Espiritismo, foram encetadas e ainda continuam avivadas. Quaisquer que sejam os argumentos prós ou contra e, a margem dessas discussões, uma simples observação, deduz-se que a Doutrina Espírita, é antes de tudo, uma análise detalhada e organizada dos Evangelhos, uma atualização da mensagem cristã.

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Resta uma pergunta – e a primeira parte da divisão, que fim levou? – No livro Obras Póstumas, encontra-se a mensagem intitulada “Paris, 14 de outubro de 1863 (Médium: Sr. d’A…) (Sobre o futuro de diferentes publicações) VIDA DE JESUS POR RENAN”, que relata uma pergunta endereçada ao Espírito Erastro, na qual destacamos o seguinte texto:

Pergunta – Que efeito produzirá a “Vida de Jesus”, de Renan? – Enorme efeito. (…) Seu autor se inclui nessa legião de Espíritos encarnados que se podem classificar como demolidores do velho mundo, tendo por missão nivelar o terreno sobre o qual se edificará um mundo novo mais racional. Quis Deus que um escritor, justamente conceituado entre os homens, do ponto de vista do talento, viesse projetar luz sobre algumas questões obscuras e eivadas de preconceitos seculares, a fim de predispor os Espíritos às novas crenças. Sem o suspeitar, Renan achanou o caminho para o Espiritismo.”

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Pode-se considerar, com o devido cuidado, que o livro A Vida de Jesus, publicado em 1863, de autoria de Ernest Renan, escritor, filósofo, teólogo, filólogo e historiador francês, comporia a primeira parte da divisão proposta por Kardec: “os atos comuns da vida do Cristo”, muito embora, o Codificador fez sérias críticas ao livro, em artigos publicados na Revista Espírita, nos meses de novembro de 1863, maio e junho de 1864, bem aí seria uma outra conversa para depois.

Os livros citados da Codificação, Obras Póstumas e Revista Espírita são da editora FEB.

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Luís Jorge Lira Neto – colaborador da Associação de Divulgadores do Espiritismo de Pernambuco

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brunooyellowMeus queridos amigos e irmãos, eis aqui um artigo do meu querido amigo Luiz Jorge Lira Neto sobre um tema sempre momentoso e eivado de debates opiniáticos, que é a questão religiosa no Espiritismo. O querido Jorge muito sabiamente, e dialeticamente, não fecha a questão, mas com muita lucidez e conhecimento aponta rumos para formarmos a nossa opinião.

E fica aqui o agradecimento ao Jorge, amigo nosso que agora, graças a Deus, está fazendo parte da nossa querida Casa dos Humildes e que diante de suas mil e uma ocupações, já que o Jorge é o Superintendente de Relacionamento com Clientes da querida CELPE – Companhia Energética de Pernambuco, por si só um cargo estafante e que consome todo o seu tempo, mas que mesmo assim se dignou a escrever este texto tão importante para o nosso blog.

Que Jesus abençoe a ti meu querido Luiz Jorge Lira Neto, alma completamente em sintonia com os ideais de Jesus e Kardec! 

Que Jesus abençoe a todos nós!

Bruno Tavares

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