.

.

.

mpgen1

.

Por Eliana Haddad

Manuel Felipe Menezes da Silva Júnior é promotor de justiça da Comarca Macapá e vice-presidente da Federação Espírita do Amapá. No evento sobre os 150 anos de A Gênese, realizado em São Paulo, dia 4 de março, ele apresentou um artigo jurídico sobre direitos autorais nas obras em domínio público. Escrito em parceria com o jurista Auriney Uchôa Brito, o documento abordou em detalhes as implicações legais sobre os fatos relacionados às alterações em A Gênese de Allan Kardec.

(Veja no final dessa entrevista o DOC com este Artigo Jurídico.)

.

mpgen4

.

P – Qual a importância de se preservar a originalidade de uma obra em domínio público como é A Gênese?

R – Como qualquer obra literária de relevância, a fidedignidade ao trabalho intelectual de seu autor deve ser observada como direito moral inalienável. A Convenção de Berna regula os direitos autorais da produção literária, inclusive as caídas em domínio público. No caso de uma obra como A Gênese, que é uma das que se constituem a base da doutrina espírita, não pode pairar qualquer dúvida sobre sua autoria integral e, como está comprovado na pesquisa de Simoni Privato, apenas as quatro primeiras edições foram impressas com Kardec vivo e não há nenhum documento escrito ou assinado nos órgãos do governo francês comprovando que ele tenha feito alterações na obra a partir da quinta edição.

.

P – Como espíritas, o que devemos fazer?

R – Estudar com profundidade e divulgar as traduções com base nas quatros primeiras edições de A Gênese. 

.

P – Muitas vezes somos resistentes a conflitos, processos jurídicos, em nome da ‘caridade’. É um desafio para o espírita, nesse momento, ser fiel a Kardec e ao mesmo tempo não se envolver em contendas?

R – O processo judicial serve exatamente para se discutir a legalidade de um fato ofensivo a uma norma. No caso presente, trata-se de um direito difuso e coletivo. Isso quer dizer que qualquer cidadão pode representar ao Ministério Público Federal para que este aja dentro de suas atribuições legais, como guardião das leis e da Constituição Federal. 

.

P – Você acha que esses fatos podem trazer cisões e atrasar o movimento espírita? E quem for resistente à mudança?

R – Acho que o debate sempre é positivo quando respeitoso. Podemos divergir nas ideias, mas sempre com a fraternidade que deve caracterizar nossas condutas. Precisamos exercitar o pensamento crítico com a alteridade e a liberdade preconizadas na Doutrina Espírita. 

.

marteloj

.

P – Além da correção do texto, quais os aspectos positivos para o espiritismo em torno desses fatos envolvendo A Gênese?

R – Creio que é o estímulo à leitura e o estudo em profundidade da obra. 

.

R – Esse fato está sendo debatido só no Brasil? Como estão reagindo os outros países?

P – As notícias que nos chegam é que na França, nos Estados Unidos, na Argentina, no Chile, no Uruguai, dentre outros países, ao contrário do Brasil, não houve polêmica e já estão adotando as quatro primeiras edições de A Gênese como as definitivas. 

.

P – Juridicamente falando, como fica a questão da publicação de A Gênese pelas editoras? Terão que adotar o texto original, presente até a quarta edição?

R – Seria o ideal, pois a quinta edição é duvidosa. Além da possibilidade de um enfrentamento de ação judicial para resolver o caso. 

.

P – Como espírita, como você avalia a importância de A Gênese para a libertação espiritual da Humanidade com relação ao sobrenatural?

R – A Gênese foi escrita por Kardec em harmonia com as demais obras da codificação e demonstra que o sobrenatural mais não é que fatos que estão nas leis da natureza. Mostra Deus como criador do Universo e dos seres espirituais. Que sua Providência está sempre presente na vida de suas criaturas. Sem misticismos, demonstra que Jesus é um espírito puro que reencarnou em um corpo real e palpável como o de todos nós. São ensinamentos verdadeiramente libertadores. 

.

GENORIG

.

P – Um dos pontos mais comentados nas alterações de A Gênese se refere à tese do corpo fluídico de Jesus. O que muda afinal da quarta para a quinta edição?

R – Simplificando, a quarta edição é mais contundente ao refutar a tese do corpo fluídico.  

.

P – Você acredita que esse episódio de A Gênese possa comprometer a credibilidade das demais traduções das obras de Kardec?

R – Até agora não temos notícias sobre adulteração em qualquer outra obra básica. 

.

P – Aproveitando, quais os desafios do movimento espírita no seu Estado? Este fato, por exemplo, chega ao Amapá com a mesma intensidade?

R – No Amapá, como no Brasil, é um assunto palpitante e atual pela gravidade do tema. Hoje com a internet e as redes sociais não existe mais a barreira da distância. A propagação da doutrina é infinitamente maior. Basta ver a quantidade de vídeos de palestras e seminários que circulam na rede.

.

Leia aqui o DOC (Click na Imagem Abaixo)

Alterações ou Adulterações de “A Gênese”, de Allan Kardec – Uma Abordagem Jurídica

resgh1

.

lagen

.

brunooyellowMeus queridos amigos e irmãos, eis aqui uma entrevista seríssima com um querido confrade promotor de justiça, Dr. Manuel Felipe Menezes da Silva Júnior, sobre um assunto gravíssimo, que trata da proteção internacional aos originais da obra de Allan Kardec. Mas há precisão para chegarmos a tanto? A resposta a essa afirmativa é positiva, haja vista a lamentável adulteração da 5ª edição da obra A Gênese, naquilo que para todo espírita consciencioso deve constituir-se num verdadeiro atentado de lesa-doutrina!

Que Jesus abençoe a ti querido Dr. Manuel Felipe, pela firmeza de propósito e pela defesa da obra de um gênio, que tão decisivamente influenciou a vida de todos nós os espiritistas da Terra! 

Que Jesus abençoe a todos nós!

Bruno Tavares

.

 

.

origen2

AS IMAGENS E VÍDEOS SÃO ESCOLHA
E RESPONSABILIDADE DE BRUNO TAVARES

.

instablogadulteração

 

 .
.

 chverdec1

.

QUADRO DO PINTOR PERNAMBUCANO
ANTÔNIO CARLOS CASTANHA TAUA GOMES

bfcblog1

.

Francisco e Clarinha de Assis

Patronos deste Blog

.

fcc

.

.

cqchcc