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Eu juro por mim mesmo, disse Senhor Deus, que não quero a morte do ímpio, mas quero que o ímpio se converta, que deixe o seu mau caminho, e que viva.  (2)

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Pensar a natureza do homem, do instinto a responsabilidade, tem sido um grande desafio àqueles que se debruçam sobre a evolução nos seus aspectos físicos, psíquicos, morais, emocionais, intelectuais e culturais. Ao longo da evolução hominal nos deparamos com um ser milenar que fora capaz de alterar não só a anatomia física, mas toda a anatomia social, a fim de ajustar-se e adaptar-se aos dispositivos evolutivos legítimos.

O homem, nos primórdios da história, um ser primitivo, animado, pensante passa a utilizar o raciocínio, ainda que instintivo, para grandes e profundas transformações no seu habitat. Consequentemente é ativada outras potencialidades do espírito que passa a se servir das percepções e consciência para tornar-se mais livre e senhor das ações que modificariam suas relações com o meio, com o semelhante e consigo mesmo.

Avançando milhares de anos nesse processo, que foi e continua sendo vagaroso, encontramos o homem do Século 21, que usa a razão para tomar decisões, que se serve da inteligência para evoluir em variados aspectos, porém, que tem se acomodado diante da responsabilidade de se servir do seu próprio entendimento para resolver seus pungentes conflitos existenciais. Mergulhados no abissal oceânico de conflitos, provas e expiações, o homem contemporâneo angustia-se, sofre, deprime-se e nega por desconhecimento a possibilidade de uma vida venturosa após a experiência física. O coração de muitos começa a esfriar, porque a iniquidade reprime a esperança. O evangelista Mateus ilustrou “e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” (3)

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COREFRIO

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A descrença nos valores da vida estuante é palpável. É visível. É triste, porém! O atlas da violência atualizado (2018) registra o número estarrecedor de 62 mil homicídios por ano no Brasil, país onde se difunde em abundância a literatura espírita. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde (SIM/MS), em 2016 houve 62.517 homicídios no Brasil. Isso implica dizer que, pela primeira vez na história, o país superou o patamar de trinta mortes por 100 mil habitantes. (4)

A violência é o mal do século, entretanto os homens, os seres inteligentes da criação, precisam acionar o “mecanismo da coragem” e avançar para que suas ações minimizem o impacto negativo das sombras que vigoram em cada um. A banalização do mal é a representação diáfana de uma sociedade moralmente despedaçada. O egoísmo, o orgulho, a insensibilidade são as metáteses que corroem o organismo social. O auto fascínio tem gerado o narcisismo e vai isolando o homem hodierno, remetendo-o para as cavernas pré-históricas das relações afetivas. Razão pelo qual, é indispensável a prática do amor consoante nos apresenta Jesus: “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros,” (5).

O que deve ser improvisado diante da panorâmica tão penosa de apatias que se instalou nos corações do homem?

O Espiritismo no seu tríplice aspecto: filosófico, científico e religioso é o caminho mais esperançoso e consolador que podemos trilhar, para reverter o quadro fúnebre que se apresenta. A Educação para o homem integral, em sua tríade, é o mais importante caminho na construção de uma convivência social mais amorosa. Tendo como referência tal perspectiva, o Espírito Emmanuel elucida: Podemos tomar o Espiritismo, simbolizado[…] como um triângulo de forças espirituais. A Ciência e a Filosofia vinculam à Terra essa figura simbólica, porém, a Religião é o ângulo divino que a liga ao céu.” (6)

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Portanto, atentemos para recomendação de Allan Kardec: “quem deseje tornar-se versado numa ciência tem que a estudar metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando o encadeamento e o desenvolvimento das ideias.” (7) Estudar, meditar e compreender para que a intervenção seja pontual e segura.  A ciência que pretendemos dominar é a ciência do bem viver, de integrar-nos ao pensamento divino, de extinguir as sombras que jaz em nós.

O véu da ilusão e a cortina do engano tem impedido muitos homens de contemplarem sua verdadeira natureza: espiritual e coletiva. A queda de um só homem interfere o todo, porém continuamos a repetir como os fariseus e sacerdotes do passado: “Que nos importa? Isso é contigo.” (8) A tragédia do gólgota continua contemporânea.

Responsabilizemo-nos uns pelos outros, adotemos a coragem, sim a “coragem” que significa agir com o coração, e sermos bons e úteis ao Criador e aguardemos dias melhores, pois o homem atual continua sua marcha ascensional do instinto à autorresponsabilização dos atos. Tempos advirão em que caminharemos com a necessária lucidez consciencial ante o inevitável destino de plena felicidade espiritual.

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JSEG

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Referências bibliográficas:
(1) Mateus 27:4. (2) Ezequiel 33:11. (3) Mateus 24:12. (4)Disponível em http://www.ipea.gov.br/portal/. (5) JOÃO 13:34. (6) XAVIER, Francisco Cândido. O consolador. “Definição”, ditado pelo espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2008. (7) KARDEC, Allan. O Livros dos espíritos, “Introdução ao estudo da Doutrina Espírita”, item VIII, RJ: Ed FEB, 2008. (8) Mateus 27:4.TT

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janem Jane Maiolo – É professora de Ensino Fundamental, formada em Letras e pós-graduada em Psicopedagogia. Dirigente da USE Intermunicipal de Jales. Colaboradora da Sociedade Espírita Allan Kardec de Jales. Pesquisadora do Evangelho de Jesus. Colaboradora da Agenda Brasil Espírita – Blog do Bruno Tavares Recife/PE – Jornal O Rebate /Macaé /RJ – Jornal Folha da Região de Araçatuba/SP – Apresentadora do Programa Sementes do Evangelho da Rede Amigo Espírita.

janemaiolo@bol.com.br

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brunooyellowMeus queridos amigos e irmãos, eis aqui mais um excelente artigo da nossa querida amiga Jane Maiolo. Jane é uma das minhas escritoras preferidas, pois é profunda estudiosa do Evangelho e da Doutrina Espírita, mas que tem um condão de, como escritora, escrever fácil e, como expositora, falar inteligível para todos nós que escutamos suas palestras e lemos seus textos tão substanciosos quão simples.

Mas aqui, no artigo de hoje, Jane faz uma reflexão sobre o homem moderno, nesse emaranhado que se tornou a sociedade hodierna, uma sociedade do entretenimento apenas, onde os valores espirituais são deixados à margem pelo total desinteresse do homem horizontalizado da época que vivemos. Jane alerta que a sede pela essência que dessedentaria as almas somente pode ser saciada totalmente no Evangelho de Jesus, na sua magistral Boa Nova de há dois mil anos!

Obrigado mais uma vez então, Jane, pela firmeza de ideal e por não desistires nunca de falar e escrever sobre os ensinamentos de Jesus, vivenciando-os de igual forma! 

Que Jesus abençoe a todos nós!

Bruno Tavares

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