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“A criança é sementeira que aguarda, o jovem é campo fecundado, o adulto é seara em produção. Conforme a qualidade da semente, teremos a colheita”.
Amélia Rodrigues (Terapêutica de Emergência ed. LEAL)

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A fase infantil sinaliza importante papel na evolução espiritual de todos nós porque resulta etapa necessária para uma nova experiência. É momento em que o Espírito de retorno ao corpo físico está propenso a agregar novos valores e conhecimentos capazes de elevar sua inteligência a outro patamar de compreensão comportamental. Allan Kardec ao questionar os Espíritos sobre a condição psico-fisiológica do espirito reencarnante obteve a seguinte resposta esclarecedora: “Encarnando-se com o fim de se aperfeiçoar, o Espírito é mais acessível durante esse tempo às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir os que estão encarregados da sua educação” (Questão 383, O Livro dos Espíritos). É nesse estágio, portanto, que brotam as condições para o desenvolvimento do intelecto e das vivências afetivas enobrecidas permitindo a esse ser analisar sua trajetória e consolidar em si uma expressão melhorada, mais firme e mais feliz do que ele vem adquirindo até o momento. 

Se encontrar amparo através da educação recebida no lar que o acolhe e, sobretudo na conduta ético-moral que será aplicada pelos pais ou responsável, certamente terá êxito no propósito de sua atual existência. O Espírito de Emmanuel através da psicografia de Chico Xavier elucida sobre a responsabilidade dos pais perante a infância assinalando: “O período infantil, em sua primeira fase, é o mais importante para todas as bases educativas, e os pais espiritistas cristãos não podem esquecer seus deveres de orientação aos filhos, nas grandes revelações da vida. Em nenhuma hipótese, essa primeira etapa das lutas terrestres deve ser encarada com indiferença (O Consolador questão: 113)”. Dai os pais precisarem ser muito mais que amigos de seus filhos, ‘devem ser pais’ dando-lhes maior cota de atenção, carinho e amor disciplinado; atentos às características desses espíritos, agindo para direcionar-lhes os passos fundamentados nas virtudes que desejam imprimir-lhes. Importa dizer que a educação do ponto de vista Espírita antecede ao nascimento do corpo físico e sucede à sua morte, não admitindo ser unicamente teórica, nem vazia de sentimentos; neste sentido o alerta é para aqueles que militam no espiritismo, uma vez que possuidores de conhecimentos imortais exerçam maior cota de responsabilidade evitando assim, a improdutividade de seus esforços.

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Recordemos também as mudanças na transição da personalidade da criança para a adolescência, período de consolidação da educação como processo de extração das qualidades inatas, bem como o aflorar dos sentimentos dignos. Por isso torna-se impostergável instituir a Evangelização Espírita Infanto-Juvenil para corroborar com os pais e responsáveis na formação destas crianças e os jovens, vez que todos estamos convocados a atender compromissos cujos resultados dependerão da formação que lhes seja oferecida desde agora. Conforme lembra Emmanuel, o equilíbrio é sempre a base: “Nem freio que os mantenha na servidão, nem licença que os arremesse ao charco da libertinagem”. Ademais, no ambiente familiar, deve prevalecer uma hierarquia natural das leis da vida em que os pais exerçam o poder e autoridade sem confundir com autoritarismo; enquanto nas aulas de evangelização das casas espíritas deve prevalecer à fidelidade doutrinaria aliada aos ensinamentos do Evangelho de Jesus sempre sob o olhar criterioso da Doutrina Espírita. É assim que o espiritismo atesta a mensagem restauradora do pensamento de Jesus por meios compatíveis com conhecimento moderno, preparando as mentes infanto-juvenis para o futuro. 

Todavia, se aos pais e responsáveis recai a responsabilidade de direcionar as crianças e jovens por caminhos seguros, aos trabalhadores da área da Evangelização infanto-juvenil Espírita incide o dever de coadunar com essa educação na construção psicossocial destes. Torna-se imperativo viabilizar uma programação adequada para que desde pequenos a disciplina e o equilíbrio resguardem nossos filhos contra deslizes e desequilíbrios.

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Para tanto é indispensável compreender que a denominação de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil se dá à transmissão do conhecimento espírita e da moral evangélica pregada por Jesus. Como a preocupação não é somente com a transmissão de conhecimentos, mas, também de formação moral, essa denominação expressa o olhar espiritista e seus objetivos deverão ser os mais claros possíveis promovendo a integração do evangelizando consigo mesmo, com o próximo e com Deus. É dever do trabalhador desta área desenvolver metodologia que permita aos evangelizandos o estudo das leis naturais que regem o Universo, da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal oferecendo-lhes a oportunidade de se perceberem participativos, herdeiros de si mesmos, cidadãos do Universo e agente de transformação do seu meio para melhor. 

A instituição Espírita consciente desta missão deve ponderar o relevante papel que desempenha em termos de formação moral das novas gerações e de preparação de futuros obreiros Espíritas esforçando-se para a criação e continuidade da Evangelização Espírita Infanto-Juvenil. Contudo é bom observar que a tarefa de evangelização infanto-juvenil é coisa séria por demais para que seus colaboradores não exerçam a função com amor e conhecimento doutrinários necessários; não se trata de atividade que permite a falta de comprometimento e dedicação daqueles que se dispõe a exercê-la.  Nesse aspecto muitos cooperadores incipientes ingressam na tarefa de evangelização sem terem idéia da sua amplitude, crendo que apenas o entusiasmo e a boa vontade são suficientes para servir, mas não se trata apenas disso, em verdade o que se pede destes obreiros é ir além da espontaneidade no serviço, e sim colocarem-se dispostos ao estudo sistemático, à boa especialização e a competência da prática diária daquilo que pretendem executar, especialmente gostando do que faz.

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Como prevenção para melhor conscientizá-los do papel de evangelizadores serenando o entusiasmo inicial, evitando precipitações e ausência de responsabilidade é dispor pelos dirigentes destas instituições a contínua assistência psicológica e fraternal através de estímulos constantes e encorajamento dos voluntários até que se conscientizem de que educar uma criança e um jovem sob a ótica espiritista é acender luz para o futuro. Essa postura, se bem adotada, impede a evasão de trabalhadores, a propagação da imaturidade e melindres tão comuns porque os bons sentimentos e o desejo de realizar algo meritório com a experiência que decorre da vivência existencial geram resultados positivos na integração entre todos. 

Certamente haverá muitos apontamentos para análise, contudo basta concluir que o ensinamento Espírita e a Moral Evangélica são os elementos com os quais trabalhamos e esses conhecimentos são levados aos alunos através de situações práticas do cotidiano, e a metodologia empregada pretende que o aluno reflita e tire conclusões próprias dos temas estudados, mediante o qual terá conseguido a aprendizagem real.

A Evangelização é a melhor contribuição que pode ser oferecida ao espírito encarnado em seu processo evolutivo. Com ela a criança torna-se jovem honrado e bom cidadão, granjeando bagagem de luz para toda a vida, mesmo transitando por dificuldades exteriores. Recordemos o inesquecível Leopoldo Machado quando assinala: “É preciso cuidemos, portanto, da criança e do jovem, plantas em processo de crescimento, ainda amoldáveis e direcionáveis para o bem maior.” (Campo Fértil, Leopoldo Machado). Quem evangeliza com comprometimento de causa, fidelidade e Amor é sempre um herói libertário para a Vida feliz. Se perceber com abrangência essa fase tão importante da vida de todos nós, entenderá com sabedoria que na criança, no jovem ou no adulto encontrar-se-ão as sementes em seus estágios próprios germinando, crescendo e produzindo, porque conforme a qualidade da semente teremos a colheita.

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BIBLIOGRAFIA:
  • Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos, ed. FEB, cap. X, questão: 383;
  • Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 8, item 4;
  • Xavier, Francisco Cândido – Emmanuel / O Consolador, ed. FEB, 2008. Q. 113. Rio de Janeiro;
  • Folha Espírita, Jornal – Entrevista / Infância e Adolescência: Um novo Paradigma (matéria publicada em janeiro de 2006);
  • Franco, Divaldo Pereira – Amélia Rodrigues / Terapêutica de Emergência, ed. LEAL, cap. Mensagem Evangelização: Desafio de Urgência;
Machado, Leopoldo – Campo Fértil / Reformador. Rio de Janeiro, v. 100, n. 1843, p. 308. Out. 1982.

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brunooyellowMeus queridos amigos e irmãos, Luciano Souza Novais atua no movimento Espírita de Vitoria da Conquista-BA desde 1989, quando iniciou suas atividades aos 13 anos de idade. Exerceu tarefas diversas em algumas casas espíritas da cidade especialmente como coordenador de departamento mediúnico, dedicando-se à pesquisa dos fenômenos medianímicos.  Hoje em dia colabora assiduamente com a publicação de artigos no periódico OÁSIS, órgão de divulgação Espírita da UEVC – União Espírita de Vitória da Conquista/BA.

Luciano como um querido amigo, o qual tenho-no na conta de um espírita sério, lúcido e estudioso, além do mais é um grande admirador da vida e da obra D. Yvonne do Amaral Pereira, sintonizando totalmente com meu espírito em relação a essa grande dama da mediunidade. Então, ele vem aqui em nosso blog e publica esse texto maravilhoso sobre a Educação Espírita Infantil, essa arte maravilhosa de manejar os caracteres, como afirmava o gênio-educador Allan Kardec! 

Que Jesus abençoe a você Luciano e continue mantendo-te fiel e devotado às lides que abraçamos!

Que Jesus abençoe a todos nós!

Bruno Tavares

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