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Agora, é o momento de assumirmos a responsabilidade de divulgarmos de maneira correta o que nos ensinaram os espíritos, na construção do último livro  da Codificação espírita, “A Gênese”, através de Kardec. Digo a responsabilidade porque, como espíritas, se quisermos fazer bem a divulgação desta doutrina consoladora, precisamos ser fiéis ao que de fato é verdadeiro no espiritismo. Não se trata mais de acreditar ou não, se de fato houve ou não, alteração da Gênese original, escrita pelo nosso codificador Allan Kardec, porque as informações estão sendo apresentadas com provas incontestáveis, e o mais assustador, é ver ainda espíritas, refutando fatos, encobertos há 147 anos e que agora, neste momento surgem com força de revelação incontestável.

Quando do desencarne de Kardec, hoje completando 150 anos, segundo testamento, Amélie Gabrielle Boudet, sua única herdeira, repassa os direitos de sua obra espírita para a Sociedade Anônima, para que o trabalho fosse continuado. Em virtude de uma terrível crise política da França no ano de 1871, assume a direção desta sociedade Pierre Gaëtan Leymarie, um médium que trabalhou com Kardec, mas que por motivos pessoais, além de instituir remuneração para o seu cargo e passar a viver desta atividade, introduz nas publicações da Revista Espírita, teorias contraditas ao Espiritismo, como foi o caso da Teosofia, assim como a obra “Os Quatro Evangelhos de Roustaing”, evidentemente pela contribuição monetária que recebia do espólio de Jean Baptiste Roustaing.

Ora, se Kardec, lança a Gênese em 1868, sua primeira edição, mas até fevereiro de 1869, publica a quarta edição, sem nenhuma alteração, e ainda neste mês, providencia a impressão de dois mil exemplares, demonstra que reiterava o que constava naquele livro, até um mês antes do seu desencarne. Em dezembro de 1872, portanto mais de três anos após o seu desencarne, Leymarie e seus companheiros que geriam a Sociedade, publicam uma quinta edição da Gênese com mais de duzentas alterações, com textos suprimidos, outros enxertados, mudança de ordem nos textos, dando outro sentido e na maioria das vezes, confundindo a lógica, e isto acontece sem a percepção dos guardiões da doutrina, uma vez que a Sra. Kardec estava escanteada e sem voz na instituição.

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Foi fundada uma outra Sociedade Espírita em dezembro de 1882, a União Espírita Francesa, tendo à frente Léon Dennis e Gabriel Delanne, entre outros, como oposição da Sociedade Anônima, com fidelidade ao Espiritismo e sem nenhum interesse econômico, fundaram um novo jornal espírita, Le Spiritisme. Em dezembro de 1884, o amigo e biógrafo de Kardec, Henri Sausse, publica um artigo neste jornal de título “A Infâmia”, denunciando a adulteração da obra A Gênese, sem nomear ninguém, motivado por ouvir da boca de um amigo pessoal de Leymarie, adepto de Roustaing, um comentário intrigante sobre a “necessidade” de seu amigo em “fazer correções” na obra de Kardec, uma vez que elas “não eram tão perfeitas”. Três palavras constavam nesta nova edição, “Revisada, Corrigida e Aumentada”, que o chocaram e que o estimularam a fazer um estudo comparativo minucioso com aquela publicada em 1868, comprovando as diversas mutilações de forma intencional.

Em resposta, por cartas e publicações na Revista Espírita, Leymarie e Armand Desliens, se defendem devolvendo acusações e se utilizando de justificativas que ofendem a todos os espíritas pela forma arrogante de desqualificar Kardec. Suas informações, inclusive com a anuência do editor, mostram que Kardec teria feito inúmeras alterações desta obra em um mês, incompatível com o seu perfil e contradizendo uma sequência lógica, que permeia a construção de toda teoria cientifica, de uma hora para outra, sem que houvesse tempo hábil para tal, uma vez que entre a publicação da última e quarta edição feita com a sua autorização em fevereiro de 1869 e o seu desencarne em final de março de 1869, e sem nunca mostrar nenhum manuscrito que comprovasse que ele estaria revendo e “consertando” esta obra.

Inúmeras alterações, com o objetivo de desviar a Doutrina Espírita, de confundir os ensinamentos, influindo de forma tal e contaminando o movimento espírita brasileiro, uma vez que durante muito tempo, tivemos os estudos da obra de Roustaing como sendo Espiritismo apoiado pela nossa Federação Nacional, e que até hoje retarda um posicionamento que auxilia a todas as casas espíritas, que ainda não têm conhecimento deste fato, adiando a substituição de A Gênese original pela adulterada, que ainda é tida como uma obra legítima.

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Quando ouvimos a expressão “Espiritismo Kardecista”, um pleonasmo desnecessário, precisamos entender a trajetória do Espiritismo no Brasil, um povo originalmente de natureza mística e anímica, colonizado por uma cultura de um religiosismo ortodoxo, que tenha acolhido o que hoje vemos, mesmo que esse assunto fosse evitado falar, um “Espiritismo Roustainguista”, se é que poderia ser chamado assim. Muitas são as incoerências nas adulterações feitas na obra A Gênese, mas, sem dúvida, todas servem para introduzir “à força”, a teoria dos “Quatro Evangelhos”, a doutrina dos espíritos codificada por Kardec.

Entre as distorções mais gritantes, temos a teoria da reencarnação como castigo e punição, como mal uso do livre arbítrio, dado como dádiva e não conquista pessoal de cada um de nós, além da visão de um Jesus, que como Espírito perfeito, não sujeito ao castigo, não precisava passar pelo sacrifício de ter um corpo carnal, portanto um “agênere”(uma modalidade de aparição de um Espírito com aspectos de tangibilidade. É um estado de alguns Espíritos, temporariamente se revestem das formas de uma pessoa viva, produzindo assim uma ilusão completa), o que faz de toda a sua vida uma farsa e que justifica o desaparecimento de seu “corpo” no sepulcro. Cada vez, que intencionalmente, se retirava um trecho, se acrescentava outro ou mudava a ordem dos textos, introduzindo teorias contraditórias com a lógica sequencial cuidadosamente preparada, fazendo-o ficar mais confuso e inconclusivo, principalmente por ter sido o último livro da codificação, de uma teoria apresentada de maneira progressiva.

Se por um lado, o objetivo era mostrar que Kardec aceitava e concordava com a teoria Roustainguista, durante muito tempo, a edição da Revista Espírita de junho de 1883, escrita pós desencarne de Kardec, veio com um folheto junto, que depois deixou de ser encarte, para servir de introdução de algumas edições na obra “Os Quatro Evangelhos”, criticando o Codificador de orgulhoso e dono da verdade, livros que carregavam o pretensioso e arrogante subtítulo, “Espiritismo Cristão ou Revelação da Revelação”.

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Logo após o desencarne de Allan Kardec, tivemos o auxílio da médium Berthe Fropo, amiga do casal, que narra o apoio em espírito, que o Mestre Lionês deu a sua viúva, e as orientações de como os defensores do Espiritismo deveriam se posicionar. O Espírito da Verdade mostrou que ele sofreria ataques ainda em vida, e podemos observar lendo essas obras que narram este episódio, como além de Kardec, Amélie Boudet, em especial, assim como os seus fiéis amigos, sofreram com esses ataques, e é natural que fiquemos pensativos porque foi permitido pelos espíritos superiores, que esse fato tão importante, que nos fez ser apresentado por anos a fio, sem ao menos percebermos claramente, as contradições que alguns trechos desta obra A Gênese. Não tenho capacidade para analisar tal fato, mas fico grata, que ainda nesta mesma encarnação, tenhamos a oportunidade de conhecer esta esclarecedora doutrina, diante dessas evidências, o verdadeiro Espiritismo!

Nos anos 20 a 50, Silvino Canuto Abreu, foi a Paris pesquisar e trouxe muito material de Kardec para o Brasil, documentando tudo de forma muito criteriosa e detalhado, salvando inclusive grande parte da destruição dos nazistas. No entanto, apresentando este material a Chico Xavier, a partir de 34 a 35, que demonstrava inclusive conhecimento do conteúdo desse material e do que Leymarie havia feito com o Espiritismo na França, foi orientado por Emmanuel através de psicografia, que não era tempo de tornar público este conteúdo, tanto que nunca publicou nada em vida.

No ano de 2018, graças ao trabalho de pessoas como Simoni Privato, ao pesquisar e publicar fatos incontestes de forma extremamente cuidadosa e do nosso escritor e pesquisador Paulo Henrique de Figueiredo, que tem nos instruído sobre o verdadeiro Espiritismo de Kardec, temos acesso a este material esclarecedor.

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Quando o homem pisou pela primeira vez na lua, houve muitas pessoas, apesar de parecer irracional, que diziam não acreditar que isto fosse possível, e que, portanto, mesmo diante das evidências, se recusavam a entender que era verdade. Compreendemos que muitas vezes, temos dificuldade de entender certas coisas, que permanecemos com “escamas nos olhos” nos impedindo de enxergar os fatos, e sabemos que isto tem a ver com nossa maturidade espiritual, e como Jesus nos disse, “Vejam os que tem olhos para ver!”

Mas para isto, precisamos nos esforçar para nos instruir, buscando em nossa literatura os esclarecimentos necessários para que possamos voltar para o verdadeiro Espiritismo, informações provenientes do porta voz da equipe do Espírito da Verdade, encarnado providencialmente, para nos trazer as legítimas informações, Sr. Denisard, Hippolyte Léon Rivail, nome civil do nosso Allan Kardec.

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Bibliografia:
1 – A Gênese – Allan Kardec – Edição Original, traduzida por Carlos de Brito Imbassahy, publicada pela FEAL (Fundação André Luiz);
2 – Revolução Espírita – Paulo Henrique de Figueiredo
3 – Muita luz – Berthe Fropo
4 – O legado de Allan Kardec – Simoni Privato
5 – Influenciações no Espiritismo Pós-Allan Kardec – Rogério Miguez
6 – Em nome de Kardec – Adriano Calsone
7 – Madame Kardec – Adriano Calsone

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brunooyellowMeus queridos amigos e irmãos, eis aqui mais um artigo sobre a questão proeminente da adulteração de “A Gênese” de Allan Kardec, obra de coroamento da nossa Doutrina!

Aqui agora quem escreve é Valéria Pessoa, alma “Kardequianíssima” até às raízes, que vem com lucidez, razão e bom senso colocar mais um tijolinho nessa obra gigantesca do resgate do Espiritismo genuíno para fazer brilhar, cada vez mais, o grande legado de Kardec ao mundo de hoje e do porvir!

Gratidão amada amiga Valéria, por sempre contribuir, onde quer que estejas, para a compreensão de um Espiritismo sem misticismo, pieguismo, igrejismo ou quejandos, ressaltando a importância da fé raciocinada e raciocinante, com Jesus e com Kardec! 

Que Jesus abençoe a todos nós! 

Bruno Tavares

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