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Extrato da obra “Autonomia – A História Jamais Contada do Espiritismo” (Págs. 111 a 113) de Paulo Henrique de Figueiredo. Embora eu já seja possuidor da obra, este conteúdo, que aí vai publicado, me foi enviado pelo querido confrade Wladkson Cardoso Ferraz, de Minas Gerais.

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Em 1952, Canuto já dispunha de extenso relato histórico, desde o passado longínquo, percorrendo a vida de Allan Kardec na Gália, em meio aos ancestrais e precursores conhecimentos dos druidas. Também o período de desenvolvimento da Doutrina, e o terrível plano dos inimigos invisíveis levado a efeito pelos discípulos de Roustaing na França e no Brasil.

Em Pedro Leopoldo, por uma semana, Canuto e Chico Xavier entraram nas madrugadas, lendo os relatos inéditos, inteirando-se dos depoimentos, conhecendo o conteúdo dos manuscritos, dos bons e maus momentos.

Numa página amarelecida de papel pautado, com uma letrinha miúda mas regular escrita comum a lápis afiado, Chico grafou: “Pedro Leopoldo, 22-8-52. Prezado amigo Dr. Canuto”. E noticiou o médium ao amigo: “A nossa leitura nas abençoadas horas de sua rápida permanência, junto de nós, trouxe ao meu espírito desconhecido júbilo e luminosas reminiscências como que ressurgem repentinas em meu pensamento, à maneira de relâmpagos dentro da sombra. Visões da Gália de dois mil anos passados e contemplações de quadros espirituais relativos a passado recente me visitam o mundo íntimo”.

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 Continua Chico, então, rogando: “Espero que Jesus me conceda para breve a graça de visitá-lo novamente, a fim de conversarmos mais detidamente sobre as portas espirituais que o seu trabalho me abriu. Compreendo, cada vez mais, a nossa necessidade de trabalhar e servir na Grande Causa, que nos irmana. Nossa ligação com Allan Kardec (o grande pontífice do tempo de Júlio César) é mais profunda que possamos, por agora, imaginar, e os nossos compromissos com a doutrina da Reencarnação e da Fraternidade, à luz do Evangelho, são desafios que os séculos nos lançam à alma, concitando-nos às mais amplas tarefas em nosso campo de redenção. Espiritismo, em nossa vida e em nossos destinos, é uma bandeira de luz, a cuja convocação não poderemos fugir”.

 E continua descrevendo a tradição espírita que estavam assumindo: “Que o Senhor nos dê forças para a batalha, porque não creio possa existir para nós a bênção da paz enquanto não oferecemos o nosso testemunho de aplicação com a Luz Divina, para nos reunirmos em definitivo, à corrente sagrada dos velhos lutadores que serviram à verdade com sangue e lágrimas dos próprios corações”. Lutadores da Causa foram Amélie, Froppo, família Delanne, Léon Denis, Sausse, casal Rosen, entre tantos que lutaram bravamente para defender a Doutrina liberal de Allan Kardec. Um retorno às origens.

 Chico, em seguida, aborda os apontamentos históricos de Canuto que tão profunda impressão causaram em sua atmosfera psíquica. O médium compartilhava as confidências do amigo, e sabia da importância das inquietantes denúncias e resgates dos pioneiros, aguardando a hora da revelação: “as suas páginas estão impressas em mim e aguardando-as ansiosamente no livro que nos promete, peço a Jesus para que as suas energias sejam multiplicadas no bom combate. Quando lhe for possível, ajude a nossa comunidade a obter os informes precisos acerca dos pioneiros de nossa Redentora Doutrina nas claridades da sua primeira hora. Seu espírito missionário prestará assinalados serviços ao presente e ao futuro de nosso movimento. Esperarei a alegria de suas notícias quanto à marcha do serviço inicial pró-publicação. Muito espera a nossa Causa de sua abençoada contribuição”.

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 E então concluiu a carta, demonstrando o cuidado e o respeito que havia entre os dois amigos, confidentes e guardiões de tantas informações fundamentais da Doutrina Espírita:

 “E enviando-lhe o meu profundo reconhecimento, com as minhas lágrimas de emoção e júbilo pela felicidade que me trouxe com as suas páginas iluminadas de Verdade e de amor, aguarda suas notícias e abraça-o, com muito carinho e saudade, o seu menor irmão e servidor muito reconhecido, Chico”.

 A resposta de Canuto Abreu seguiu para Pedro Leopoldo dias depois, em 1º de setembro de 1952:

 “Prezado amigo Chico: Sensibilizou-me sua carta de 22 de agosto último. Era eu certamente quem devia primeiro escrever-lhe para registrar com preto no branco o que de gratidão lhe devo. No entanto, como prova de sua imensurável tolerância, a missiva de afeto veio de cima, do chefe para o servo, conforme preceitua o Instrutor”.

O pesquisador refere-se aos dias que passaram ambos em Pedro Leopoldo, estudando os depoimentos e as notícias dos pioneiros do Espiritismo:

 “Marcam profundamente o meu caminho de romeiro da Verdade as horas de entretenimento que tivemos nesse recanto de mensagem para seu Espírito cativo”. 

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 Quanto aos fenômenos de percepção do passado no médium, quando das leituras referentes à Gália, comenta o amigo pesquisador em suas palavras poéticas: “Felicito-me de haver despertado em seu longínquo passado os compromissos em priscas eras com a ordem do Carvalho, a ordem do Pinheiro: dentro da floresta escura, a luz avermelhada dos archotes selvagens a rubinizar as frondes sob as quais passamos as primeiras provas do Druidismo, hoje redivivo no Espiritismo. Filiado à Ordem da Cruz pelos mais nobres compromissos”.

 Allan Kardec foi um pseudônimo escolhido como referência aos tempos dos gauleses, onde viveram muitos dos Espíritos compromissados com a Verdade: “É ainda o Druidismo praticado pelos nossos ancestrais, os gauleses, que mais se aproxima de nossa filosofia atual” (KARDEC, [RE] 1869, p. 114). Depois eles participaram do cristianismo, antes de revivê-los na Doutrina dos Espíritos, nos tempos modernos.

 No acervo de Canuto, há muitos escritos, artigos inéditos sobre os costumes, ideias e memórias do druidismo. Além de uma valiosa biblioteca rara sobre cristianismo.

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 Por fim, Canuto Abreu se refere a documentos e artigos, à história do Espiritismo tão bem acolhida por Chico Xavier: “Haveremos, se Deus o permitir, de trocar mais impressões a respeito. Infelizmente não me será possível dar de logo ao público ‘tudo quanto me foi inspirado. Sei de nossa necessidade de reavivar o valor dos trabalhos de Allan Kardec, cada vez mais esquecidos das gerações que se seguiram à dele. Você já tem feito muito, já tem trabalhado por todos os compromissados do Brasil, puxando quase sozinho o carro de nosso progresso espiritual. Nada, absolutamente nada eu ainda fiz”.

 Vale aqui destacar a expressão utilizada por Canuto nessa missiva a Chico Xavier quanto aos trabalhos de Kardec: “Sei de nossa necessidade de reavivar seus valores, cada vez mais esquecidos”. Em 1852, Canuto e Chico Xavier compartilharam confidências, documentos, relatos dos pioneiros. Ambos sabiam dos desvios causados por Leymarie, chamado ovelha negra por Canuto. E também da seita beata contaminada pelo roustainguismo infiltrada no meio espírita brasileiro pela diretoria da FEB. Para amigos íntimos e familiares, Chico comentava sobre os equívocos responsáveis pelo esquecimento da Doutrina original. Conhecendo a história verdadeira, chamava Leymarie de coveiro do Espiritismo.

 Mas não havia chegado a hora de divulgar tão grave denúncia, para que pudesse ocorrer a necessária recuperação dos valores perdidos. Mas quando seria a hora certa para levar ao público as fundamentadas revelações? Canuto encerra a carta fazendo um pedido ao médium: “A esse caro chefe, El-Immanu, queira você apresentar meus sinceros afetos e a súplica de ajudar-me com seus conselhos na hora de turvação”…

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brunooyellowMeus queridos amigos e irmãos, eu adquiri ontem o livro “Autonomia – A História Jamais Contada do Espiritismo”, do Paulo Henrique de Figueiredo, comecei a ler na mesma noite, mas há dois dias atrás o querido amigo Wladckson Cardoso, lá das Minas Gerais, me enviou esse texto da obra que publico aqui para apreciação de vocês. 

Como o autor, o Paulo Henrique, havia prometido, com as cartas de Kardec cairão todas as polêmicas espíritas, como a adulteração de A Gênese, a questão Roustaing, O Espírito Verdade sendo Jesus; e o último bastião das polêmicas, pelo que depreende-se do texto acima cairá também. Qual bastião é esse? Calma! Não tenhamos pressa alguma em afirmar, vamos seguindo a pesquisa, a leitura das cartas, o estudo das obras… Mas é vero!!! Nenhuma polêmica ficará de pé, para gáudio de todos nós! 

Que Jesus abençoe o Chico Xavier, O Grande Desconhecido, até de seus irmãos espiritistas! 

Que Jesus abençoe a todos nós!

Bruno Tavares

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